orai e vigiai

Olá, se você possui algun tempo vago para perder à toa lendo alguns textos prolixos e enfadonhos está no lugar certo (rsrs), pode aproveitar que estamos em liquidação de estoque! Espero que você aproveite alguma coisa de tudo o que conseguir ler neste espaço, pois eu não consegui escrever nada mais curto e objetivo, talvez porque não fosse de meu interesse, ou quem sabe faltou capacidade para tal, quem sabe?... Boa sorte na sua missáo quase impossível...Que Deus te abençoe!

quinta-feira, maio 04, 2006

 

SALVAÇÃO


SALVAÇÃO: UM CONTRATO IRREVOGÁVEL???

“Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.” Êxodo 32:33; Um dos dogmas doutrinários mais contraditórios apregoados por algumas denominações históricas é a questão da impossibilidade de perda da salvação. Mas sem precisar de uma longa leitura bíblica, essa tese humana é facilmente refutada. Vejamos em que base, de porcelana fina, está fundamentada esta teoria indutiva (entenda-se por indutiva, a metodologia em que, através de vários fatores particulares se tenta construir um conhecimento universal, parte-se do particular para o universal, do diverso para o simples). Essa forma de conhecimento é amplamente utilizada nas chamadas ciências empíricas (experimentais), entretanto é um péssimo caminho para conduzir-se a um conhecimento puro e universal, jamais poderá ser utilizado por uma ciência racional como é o caso da Teologia. Pressupõe-se que a Teologia deva produzir um tipo de conhecimento universal e necessário, ou seja, um conhecimento axiomático (fundamental e imutável). O caminho mais provável e seguro para uma ciência Ideal (racional), para um conhecimento universal e necessário, é o método dedutivo, somente por este método pode se produzir um conhecimento puro, neste caso, o caminho é inverso ao do método indutivo, parte-se do universal para o particular, do simples para o diverso, do uno para as partes... A teoria do conhecimento racional deve partir de um axioma, de uma idéia, de um paradigma fundamental! Nunca se deve tentar aplicar a indução em uma ciência puramente racional. Corre-se o risco de se criar uma nova doutrina (*como é o caso que abordamos aqui) de se conduzir, pelas experiências, por fatos particulares, por textos fora de contexto, a um conhecimento errôneo, uma heresia. O método indutivo é condutor, enquanto que o dedutivo é conduzido, o indutivo é ativo e senhor, o dedutivo é passivo e servo, o indutivo produz um conhecimento empírico e mutável, enquanto que a dedução produz um conhecimento universal e necessário (imutável). O indutivo está sujeito à experiência, à matéria, às contingências, aos acidentes... Ele está diretamente ligado às particularidades. No caso do dedutivo, o conhecimento jamais recorre às experiências, não sofre acidentes, não recorre à matéria, não é corruptível ou mutável, parte de axiomas e paradigmas. Particularmente, no caso da teologia, sempre que se usa a indução como método, quase que via de regra, o subjetivismo do autor é fator preponderante na formulação da sua proposta. Suas propensões pessoais, suas afeições, sua índole. Isso ocorre porque os objetos estudados pela teologia são de cunho ideal, são necessariamente racionais! O mundo, a alma, Deus, nenhum desses pode ser apreendido pelos sentidos, não podem ser experimentados, não são passíveis de empiria. O rigor é a menor preocupação dos que trilham esse caminho vão. Especificamente, tratemos então da teologia bíblica fundamentalista, ou seja, “ciência” que tem a Bíblia Sagrada como sua base fundamental. Para que se possa construir uma doutrina bíblica, uma regra simples a ser seguida é a conduta Ortodoxa, vale dizer, uma postura de total imparcialidade, de uma rigorosa honestidade, essa é a ordem. Nunca permitir que minhas aspirações pessoais interfiram na formulação dos enunciados, que minha opinião subjetiva seja preponderante nesse processo. Um conhecimento nunca pode ser baseado em uma opinião, uma doutrina bíblica não “acha”, Ela diz, afirma com certeza, é um conhecimento que pressupõe a verdade! A verdade não está sujeita aos juízos humanos de valor, qualidade, ou qualquer outro, ela é. Não cabem contingências ou opiniões à verdade. O que a bíblia diz está dito, não devo tentar “pôr chifre em cabeça de cavalo”, o homem deve sujeitar-se à Palavra, mas nota-se que, em alguns casos, isso não acontece. “Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo coceiras no ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas.” II Timóteo 4:3-4;
ESPERANÇA
Existem alguns argumentos amplamente usados pelos defensores da doutrina de irrevogabilidade da salvação, vejamos os principais: “Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira alguma lançarei fora.” João 6:37 E mais: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.” João 10:28-30; “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” II Timóteo 1:12; Partiremos destes textos para a nossa análise. Observe bem o que diz cada um destes versículos, e mais, observe que esse tema da tão grande importância jamais foi abordado de forma exaustiva por Cristo, Paulo ou qualquer apóstolo, em qualquer texto que afirmasse essa tese, veja que os defensores desse pensamento recorrem apenas a versículos isolados, e os mesmos de modo algum corroboram para fundamentar essa tendência. Em João 6:37 fica claro que o Senhor Jesus jamais iria desprezar qualquer pessoa que viesse a ele, ainda mais porque deve ser considerada a doutrina da eleição dos salvos, é lógico que se o Pai escolhe e envia o homem até Jesus, ele de maneira alguma poderia desprezar qualquer destes. Diz a palavra em Joel 2:32, que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Então fica claro que Jesus jamais irá desamparar um homem, que em contrição de espírito e humilhação venha até ele e peça sua ajuda. Isso fica bem claro neste versículo; “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57:15; Observe que em todos os casos o que é abordado é a eternidade da salvação, o poder de Deus em salvar o homem e guardá-lo de qualquer interferência externa; “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:31-39; Não há poder algum nesse mundo ou no outro, que me possa separar do amor de Deus, não há força qualquer que me possa tirar das mãos do Senhor, nada ou ninguém me poderá arrebatar do domínio de Cristo, nada nem ninguém! Exceto eu mesmo. “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” João 10:28; Outro argumento, é o do selo do Espírito; “Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, 22 O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.”II Coríntios 1:21-22; “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória..” Efésios 1:13-14; Vamos a esse, logo em seguida tornaremos aos demais. Nos textos acima, duas palavras gregas são utilizadas por Paulo para destacar o selo do Espírito, a primeira é sfragizein. Uma expressão comercial da época que dizia respeito a uma marca exterior, que comumente era utilizada por produtores de vinho, por exemplo, os jarros que provinham de certa vinicultura possuíam a marca (selo) do proprietário, um sinal visível da posse, uma marca exterior. A outra palavra é arrabõn, expressão comercial que poderia traduzir-se como penhor, era utilizada no mundo dos negócios, em uma transação de compra e venda na qual acertava-se um valor total, e o comprador dava uma primeira parcela como sinal de selo e compromisso, como forma de celebrar a compra e firmar o pacto de negócio. Uma primeira parcela, um sinal; isso é o que significa. O dom do Espírito Santo, é um antegozo da plenitude que nos aguarda no mundo vindouro, é a garantia do que ainda há de vir, de nossa completa união com Cristo na glória, quando este corpo corruptível for transformado, e quando as barreiras do mundo visível forem transpostas, nós nesta vida terrena apenas tateamos acerca das coisas celestiais, porém a partir do momento que formos reunidos ao Senhor nos céus alcançaremos a capacidade de ver claramente a realidade. Paulo tinha essa certeza, de que no mundo vindouro, nós teríamos a capacidade de conhecer plenamente os mistérios celestiais; “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é Perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” I Coríntios 13:9-12; E mais; “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” I João 3:2; Diz Paulo; “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.” I Coríntios 15:50-54;
Tornemos ao cerne da questão, fica claro até aqui a estabilidade prometida por Deus quanto a salvação e a sua obra de redenção conquistada na Cruz pelo Senhor Jesus Cristo, “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Filipenses 1:8; Essa é a esperança que firma o crente, e que nos inspira confiança e consolação nos momentos de provação. Deus é fiel, mesmo quando somos infiéis ele permanece fiel, pois essa é sua natureza, e não pode negar-se a si mesmo; “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; 19 A qual temos como áncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,” Hebreus 6:18-19;
“E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” João 10:28; “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Colossenses 3:3;
APOSTASIA
“Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” Mateus 12:31-32; Diz a Palavra de Deus: “Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.” Êxodo 32:33; Fica claro, depois de se ler os textos acima, que a salvação em Cristo é algo eterno, firme e inabalável, nada pode me separar dessa benção, desse dom, dessa graça conquistada no calvário e recebida por fé, nenhuma interferência externa pode abalar essa obra de redenção. Entretanto, não existe qualquer texto bíblico que afirme a impossibilidade de perda da salvação no caso de, deliberadamente, um homem desviar-se da fé tornando para a prática contumaz do pecado. Ao contrário, existem diversos textos que afirmam o contrário, que deixam claro que eu como salvo devo permanecer constante na graça do Senhor. “A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele.” Lucas 16:16; “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.” Mateus 12:12-13; “ Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” Lucas 13:24; A salvação vem pela graça, sem obra alguma que o homem possa fazer para alcança-la, o obra de redenção foi completa na cruz, porém é necessário que o homem se esforce para permanecer debaixo da graça de Deus, lute para guardar-se incontaminado do mundo. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” João15:1-6; Observe três pontos cruciais neste texto: 1 Jesus se autodenomina a Videira Verdadeira; 2 Fala do Pai como agricultor; 3 Fala dos ramos que estão ligados a ele; Note que os ramos estão ligados a Cristo, fazem parte de seu corpo, alimentam-se da seiva da Videira, estão ligados a ela, são parte do corpo da videira, do corpo de Cristo, da Igreja. São salvos. Todavia o Senhor adverte aos seus discípulos, a carência de se permanecer na Videira, de se produzir frutos, de se viver no Espírito, produzir o fruto do amor, da santificação, de uma vida agradável diante de Deus. Veja a condicionalidade: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:6-7; “Se”, o Senhor repete várias vezes, “se permanecerdes...” Observe que mesmo o ramo que já está na videira, que já faz parte de seu corpo, que já é dela, já é de Cristo, se não produzir fruto, e se não permanecer nas suas palavras, é cortado e lançado fora para ser queimado. Semelhantemente na parábola das dez virgens, note que todas eram virgens, eram noivas e tinham um compromisso com o noivo, no entanto, as que não vigiaram, ficaram de fora (Mateus 25), semelhantemente na parábola dos dois servos e na dos talentos, veja que todos eram servos, e tinham compromisso com o Senhor, receberam dele responsabilidade sobre seus bens e seus conservos (igreja) e talentos (dons), porém os que não trabalharam com honestidade e não fizeram o que era reto, foram lançados fora, “onde a pranto e ranger de dentes”, foram para o inferno. “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mateus 24:11-13; É necessário ser fiel até o fim para ser salvo, alguns céticos afirmam que essa passagem diz respeito ao período da grande tribulação, uma grande bobagem, leia o texto com rigor e observe que Jesus fala do acontecimentos que antecederão a sua vinda, respondendo à pergunta dos discípulos sobre quando ocorreria a sua vinda e os sinais que a antecederiam. Paulo jamais defendeu a tese de irrevogabilidade da salvação, ao contrário deu vários exemplos de que a apostasia era um caminho sem volta. Apostasia significa afastar-se da verdade, não pode afastar-se que nunca esteve não pode desviar-se quem jamais trilhou no caminho, a apostasia é um pecado exclusivo dos crentes, dos salvos. “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,” I Tessalonicences 2:1-3; A apostasia é o sinal imediato da vinda de Jesus.
“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” I Timóteo 6:10; Veja que Paulo acentua que é possível desviar-se da fé e abandonar o caminho da verdade: “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco.” I Timóteo 6:21; “Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.” II Timóteo 2:17-18; O apóstolo Pedro da mesma forma não deixa dúvida: “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” II Pedro 2:20-22; Fica bem claro nessa passagem que, ao contrário do que afirmam alguns, Pedro se refere a crentes desviados, salvos que preferiram voltar ao erro “...depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo...” esses escaparam do mundo e resolveram voltar para o pecado. Mas o texto mais significativo e contundente sobre o tema está na carta de Hebreus e esse eu guardei para o final, por se tratar de um texto irrefutável, inconfundível, claro, simples e explicativo, dispensando muitas especulações ou explicações. Por esse motivo é uma passagem bíblica muitas vezes evitada por alguns que defendem uma opinião contrária ao que afirma este santo texto. “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia. Deus e expondo-o à ignomínia. Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.” Hebreus 6:4-6; “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?... Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hebreus 10:26-29,31; Considere estas palavras, o autor deixa bem claro que se refere a salvos, pessoas que conheceram a verdade, “...foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram...”; “profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado”; tudo isso só um salvo pode provar, só um regenerado pode participar dessa graça. Mas se voluntariamente eu resolver abandonar a fé e voltar ao pecado, pisando o filho de Deus e o Espírito da Graça (blasfêmia contra o Espírito de Deus) eu fatalmente posso perder a graça da salvação. Se por minha própria vontade eu resolver abandonar a fé; “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.” Hebreus 12:14-17; Sem uma vida pura e de santidade ninguém verá ao Senhor! “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:5-6; “e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” Apocalipse 22:19; Só pode ser apagado o que estava escrito. Deus é amor e também justiça. É difícil abandonar velhos costumes, renunciar conhecimentos que há tanto estão estabelecidos, dados como certos. Contudo, pense em Paulo, o qual teve de abandonar a religião de seus pais, para encontrar-se com Cristo, ele teve de “cair do cavalo”. Do mesmo modo é necessário que o homem que deseja servir a Deus com lisura, tenha uma postura de amor à verdade e desapego aos costumes e tradições humanas, os quais possam atrapalhar a obra de Cristo. É muito conveniente crer que eu jamais serei condenado, mesmo cometendo os piores erros, mas será que a bíblia concorda com esse dogma, da mesma forma, certo senhor resolveu negar a existência do inferno, se cada um resolver criar uma doutrina segundo suas cobiças o mundo ficará pequeno para conter as seitas decorrentes disso, e na verdade já está! Rigor e honestidade, pureza e abnegação, isso sim me fará enxergar a realidade impressa nas páginas santas das Escrituras Sagradas. Seja honesto consigo mesmo, você que hoje se acha preso a regras feitas pelas mãos dos homens, pense e reflita, se o que você aprendeu foi simplesmente lendo a bíblia, se foi Cristo quem lhe revelou a sua palavra pelo Espírito de Deus, ou se foi algo que te foi transmitido por simples tradição e costume! Leia a bíblia, busque nela somente as respostas, com um espírito de moderação e de obediência, e Deus pelo seu Espírito dará entendimento ao que procurar com sinceridade. “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mateus 22:29; “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” João 5:39; “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.” João 7:24; “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11; “E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador? Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.” I Pedro 4:18-19; “Ó SENHOR, Esperança de Israel! Todos aqueles que te deixam serão envergonhados; os que se apartam de ti serão escritos sobre o pó da terra; porque abandonam o SENHOR, a fonte das águas vivas.” Jeremias17:13;

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