orai e vigiai

Olá, se você possui algun tempo vago para perder à toa lendo alguns textos prolixos e enfadonhos está no lugar certo (rsrs), pode aproveitar que estamos em liquidação de estoque! Espero que você aproveite alguma coisa de tudo o que conseguir ler neste espaço, pois eu não consegui escrever nada mais curto e objetivo, talvez porque não fosse de meu interesse, ou quem sabe faltou capacidade para tal, quem sabe?... Boa sorte na sua missáo quase impossível...Que Deus te abençoe!

quinta-feira, maio 04, 2006

 

O ICONOCLASTA



"Ó Virgem Mãe amorosa / Fonte de amor e de féDai-nos a benção bondosa / Senhora de Nazaré”
(Refrão do Hino "Vós sois o Lírio Mimoso", do Círio de Nazaré).
“Veritas odium parit” (“a verdade gera ódio”)









EIDOLA


Fiéis anualmente, prostram-se em prantos e perfilam-se em longas caminhadas peregrinas, expiatórias, comprimindo-se aos milhões de homens, mulheres, adolescentes e crianças, descalços, descamisados, famintos, sedentos... Dentre duas das maiores procissões religiosas do Mundo, a idolatrar e acompanhar, simplórios e contritos, imagens de escultura sobre berlindas, carregados por comissionados das Arquidioceses locais, sob a bandeira da cúria romana. Fenômenos suscitados por uma fé totêmica (idolatra) baseada nos cultos primitivos, estimulada pelos sacerdotes da Igreja Católica no Brasil e no mundo. Mega-eventos, em Belém-PA, chamado de Círio de Nazaré, e em Aparecida-SP denominado de Arraial da Aparecida. Na capital do Pará, o fenômeno é marcado pela existência esdrúxula (esquisita) e sacrificante da CORDA – um grosso pesado e gigantesco cabo trançado de fibra vegetal, objeto de torturante penitência, erguido à altura do peito, por milhares de peregrinos, contritos e fanáticos, que assumem o sacrifício como saga purgatória de promesseiros...
Tomaremos um rumo em nossa discussão, retratada nestas anotações críticas, para isso tracemos um paralelo entre a prática cristã apostólica e a atual representação oficial do cristianismo. Vejamos quais as intercessões entre elas, quais os pontos comuns, o que permanece como ponto de conservação dos paradigmas (fundamentos) de fé estabelecidos pelos discípulos e pelo próprio Cristo e a fé pregada pelo catolicismo romano.
Aí estão os argumentos. Quem quiser que tome sua posição. A Palavra da Redenção está ao alcance de todos. Basta confessar-se com os lábios e crer-se com o coração. A renúncia é o primeiro passo para o caminho seguro da libertação e da VERDADE.

SIMONIA
Vendilhões do Templo

Promoveram de forma suja e desleal a corrupção e a apostasia (afastamento da verdade)... Aproveitando-se da desinformação e ingenuidade popular, estabelecendo assim toda sorte de incoerências, movidos pela venalidade (pelo lucro fácil), pelo hedonismo (prazer próprio)... Entre as práticas reprováveis desta “religião”, destacam-se a venda das indulgências (perdão dos pecados mediante pagamento), dos cultos e dos sacramentos (batismos, casamentos, funerais, missas de sétimo dia...) cobrando sempre pelo serviço sacerdotal, contrariando assim a palavra do próprio Cristo que disse: “de graça recebestes, de graça daí...”, dessa maneira invalidam a Palavra de Deus por causa da tradição humana, como vemos se repetir de maneira mais absurda. Pois o culto à Divindade deu lugar ao culto das entranhas - ou seria da estranha? - pois, sob a forma de uma mãe gentil é que a corrupção tomou forma, a falácia fundamentou-se. A maldade se estabeleceu no seio da igreja romana, com o aval do Santo Clero (do papado). Qual seria o correspondente original e coerente do culto e da veneração dessa figura escultural? Em que parâmetro teológico haveria inspiração para tal liturgia? Seria nas suadas e aguerridas páginas do Pentateuco, ou nas Imaculadas letras do Evangelho? Como?!... Onde?!... Por quê?!... Em quê?...
É improvável que se consiga a resposta e a correspondência em qualquer linha das Escrituras Sagradas. Não seria possível fundamentar tal tese no Velho ou no Novo Testamento. No entanto, se recorrer a fontes um pouco mais pagãs, provavelmente poder-se-ia encontrar essa resposta nos cultos primitivos, no xamanismo (culto místico) dos povos orientais, das religiões gentílicas (não cristãs)...
Os Assírios, assim como os Fenícios e os Caldeus adoravam a milênios antes do cristianismo e cultuavam a Imagem de uma deusa chamada Astoreth ou Astarote, a qual se fazia representar pela imagem de uma singela mãe que segurava uma criancinha ao colo... Sugestivo não?? Essa divindade era tida como a mãe dos deuses, entre eles Belzebu e Baal-Peor, essa abominável figuar “divina” é chamada pelo homem de DEUS, Profeta Jeremias, pelo nome de “rainha dos céus” Jeremias 44:11-30, fonte de pecado para o povo de Israel, que em certo período se corrompeu seguindo essa divindade maligna, e isso foi motivo de causar ira ao DEUS ÚNICO TODO PODEROSO, ... Agora fica mais fácil, ter-se idéia de onde vem esses cultos, qual a fonte dessa vergonha, dessa incoerência, do maior contra-senso de toda história da humanidade.
O orgulho nacional dos hebreus, sua identidade genuína como povo, reside no monoteísmo. O cristianismo autêntico, da mesma forma, e o rigor monoteísta que o fundamenta, não permitiria sequer a concepção de qualquer imagem ou escultura de idolatria em seus ritos.
Veja-se o que Moisés escreve então, como profeta porta-voz pleno de Deus: “Não terás outros deuses diante de mim; não fará para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus ou em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas nem as servirás; pois, eu o Senhor teu Deus sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais aos filhos até a terceira e quarta gerações daqueles que me odeiam” - Êxodo 20: 3-5.
Se recorrer ao novo testamento como fonte, veja-se: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens - Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo como resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” Epístola de São Paulo a Timóteo: 2:5-6. Paulo, como bom judeu, permanece guardando-lhe as tradições e o culto moral. O próprio Jesus afirma que não veio a refutar a lei, mas a cumpri-la. Como negar tais assertivas, como ignorar os fundamentos da fé?
O perigo e a sedução da idolatria é tal que o Rei Ezequias viu-se obrigado a tomar uma atitude drástica e teve de ter coragem para despedaçar a Serpente de Bronze feita pelas mãos de Moisés por ordem do próprio Deus, sem o objetivo da idolatria, apenas como um simbolismo (Leia-se II Reis 18:4). Mas o povo judeu passou a adorar aquela imagem atribuindo-lhe divindade e até chamando-lhe Neustã. É muito mais natural e mundano crer-se no visível, no palpável, é a sedução dos sentidos, a militância do corpo e da Natureza humana contra a fé e o espírito. Esta necessidade inata de apegar-se ao aparente.
A Igreja ao unir-se com o Estado a partir do Imperador Clemente de Roma escapa da perseguição passa a trilhar por um caminho mais cômodo e largo tornando-se a religião oficial do Império e condenando à perseguição os não cristãos, numa inversão de papéis e de valores os pagãos de perseguidores passam a ser perseguidos. Conseqüentemente, é obvio que não querendo “remar contra a maré” os adeptos dos cultos politeístas forçosamente “convertem-se” ao cristianismo. Como tudo que é feito por obrigação não inspira a fidelidade, esses novos “fiéis” trazem consigo os rudimentos e as práticas dos seus cultos tradicionais, e aos poucos de forma quase imperceptível, introduzem suas mandingas e ritos no seio da igreja. De forma crônica promoveram o distanciamento do culto de seus fundamentos originais, estabeleceram a corrupção e a subversão da ortodoxia evangélica, de tudo o que é puro e espiritual no rito cristão.
O clero tem ciência de tal heresia e da abominação que representa o culto das imagens frente aos axiomas (fundamentos) do cristianismo ortodoxo (verdadeiro), e do contra-senso que representa tal prática insustentável diante de uma necessária fundamentação teológica apoiada nas Sagradas Escrituras. O motivo mais plausível (aceitável) para que os teólogos da Igreja Romana não tenham resolvido até ao dia de hoje aplicar os mandamentos Sagrados aos cultos Católicos é o LUCRO. O medo de perder os fiéis, de assumir que sustentaram tantas mentiras durante séculos, em que praticaram a prostituição cultual substituindo a adoração do Deus Vivo pela abominação da idolatria.
O mesmo sentimento que os motivou a perseguir, castigar, torturar e até queimar nas fogueiras da santa inquisição um sem número de homens e mulheres que em nome da honestidade ousaram opor-se às indulgências (venda do perdão prévio dos pecados), à Simonia (comércio de objetos sagrados), a idolatria, a tirania papal, e outras práticas semelhantes, contumazes (repetidas), que faziam (e ainda fazem...) parte do quotidiano do culto “cristão”. Homens como o lendário bispo Girolando Savanarola(1452-1498), que foi punido pela “santa igreja” com a morte, mais tarde sendo beatificado pelos próprios carrascos; outro foi o padre Jhon Huss que ao ser condenado à fogueira por pregar a verdade e combater a corrupção de Roma, proclamou uma poderosa profecia: “vocês podem matar o ganso, mas em um século, Deus levantará um cisne o qual vocês não poderão matar...” cento e cinco anos depois nasce o insurgente Martinho Lutero (1483-1546) o qual será o marco da reforma protestante, Phd em teologia o Padre Lutero irá promulgar as 95 teses contra as indulgências nas portas da Igreja de Wittenberg e selar assim o seu destino como maior “pedra no sapato” da igreja romana, e como o primeiro opositor que, apesar dos esforços empreendidos pelo Vaticano, não pôde ser eliminado pela santa inquisição. Depois do cisne outros reformadores se levantaram entre os mais notáveis está João Calvino que promoveu a reforma na Suíça e região. Homens puros e abnegados que cometeram o crime da rigorosa honestidade, de amar a verdade e a justiça, de se opor à tirania e maldade da orda-sacra que oprimia o povo em nome de Deus.
A palavra “ídolo” vem do grego “eidola” que significa literalmente imagem, aquilo que é visível, aquilo que afeta mediante a visão, o que é sensível. A essência do cristianismo reside na luta contra os sentidos, o culto ao Deus Invisível cristão, fundamenta-se na fé, que segundo define certo apóstolo: “a fé é a certeza das coisas que não se vêem o firme fundamento naquilo que se espera”. Então porque permanecer no erro e compactuar com a incoerência e com a falácia, dando as costas à razão?

UNO

Grécia Antiga, século V a.C, certo pensador e filósofo revoluciona a lógica do imaginário estabelecido lançando determinada sentença: “...uma Mente é a coordenadora de tudo...”. Anaxágoras é então acusado de impiedade pelos gregos e condenado à morte por afirmar que o sol seria apenas uma “pedra incandescente”, que a “lua é um simples pedaço de terra”. Foi o pioneiro em afirmar que “a lua não é uma estrela” (não tem luz própria), seria simplesmente um satélite que reflete a luz do sol, e pregava a “existência de um Deus único”. Anaxágoras, por tais “heresias”, é obrigado a fugir da cadeia para salvar a própria vida, pois pregava o Uno como fonte de tudo.
Antigo Egito – Séc. XIV (a.C), Dinastia XVIII - surge um faraó chamado Amenófis IV, que introduz o culto a um Deus Único, e muda seu nome para Akhenaton (1353-1335 a.C). Causa terror entre os sacerdotes que temem o fim dos cultos politeístas e por conseqüência o fim de seus privilégios teocráticos.
O novo faraó ordena a construção de templos em honra ao Deus único, proíbe o culto de outros deuses e constrói uma nova capital Tell el-Amarna em homenagem ao Deus Uno. É o período de maior prosperidade do império egípcio.
Na região da Mesopotâmia (atual Iraque), por volta do séc. XX a.C, um velho e tradicional pastor de ovelhas causa perplexidade e desapontamento entre seus familiares, ao resolver mudar-se de sua região, sem explicação. Deixa sua parentela, sua terra, sua religião politeísta, seus bens materiais e culturais, em busca de uma nova terra desconhecida e sob as ordens de um novo Deus Uno e desconhecido. Inicia-se a saga mais surpreendente e notável de todos os tempos. A peregrinação de Abrão (primitivo nome de Abraão) que culmina com a formação de um povo chamado Hebreu considerado por muitos como o povo de maior influência sobre a história da humanidade, sobrepujando mesmo os gregos e sua Filosofia.
O que há de ordinário, de comum, entre estas personagens da história, o que faz ligação misteriosamente entre todos, e secretamente os une, une de forma surpreendente realidades, culturas, períodos tão diferentes. Como a crença no Uno foi capaz de selecionar certas figuras e evidenciá-las em suas comunidades, e mais, na história mundial como um todo, de um simples pastor até um imperador e um filósofo. Todos têm suas vidas mudadas a partir da crença em um Deus Único.
Mas o que poderia explicar a estranheza causada pelo Simples, pelo Uno, seria tão absurdo e irracional crê-se em uma Dedução Transcendental do Mundo (na criação a partir de um Deus Uno), o próprio Sócrates irá suscitar o tema ao supor a existência (via Platão) do Bem supremo como unidade final do Mundo, note-se que Sócrates foi condenado à morte por envenenamento, esta é uma discussão mui antiga que não chega, e ao que parece, está longe de chegar, a ser consenso, no entanto, segue como sendo talvez o tema mais espetacular e intrigante da metafísica (Teologia), com implicações nos demais universos pertencentes às atividades humanas no Mundo. Seja na política, religião, filosofia... Sempre é possível vislumbrar as influências desta temática, mesmo que se deseje ignorá-la ou transferi-la pra um segundo plano.
Contudo, vamos nos ater a um lado mais particular do tema e tentar nos utilizar de certo rigor para discorrermos com o máximo de verdade e identidade entre os fatos e a fonte. Acreditando que uma interpretação razoável da véritas seria “a correspondência entre o objeto e a sentença pronunciada a respeito do mesmo” sobre o enunciado deve pairar a sombra protetora da Coerência.

CEFAS

O fundamento da fé judaica é sem duvida o ponto chave da questão, toda a lógica baseada no Uno deve partir deste ponto em comum, pois é o mais antigo de que se tem relato e sem dúvida o mais original. A partir de Abraão, que sem qualquer experiência prévia ou tradição que pudesse fundamentar sua tese do Único Deus, ele abraça com obstinação sua nova empresa e parte rumo ao desconhecido, ao novo. Revestido de uma coragem ímpar, dá origem ao povo hebreu e a linha da história passa a ser tecida sob uma nova ótica, outra figura irá, posteriormente, tomar parte essencial na construção dessa intrigante civilização.
Como um povo seminômade do oriente pode ter tido tão grande influência, a ponto de nortear os rumos da história? Talvez os filhos de Amon-Rá possam nos dar uma ajuda, pois foram eles os principais coadjuvantes da trama espetacular do êxodo hebreu, evento que sela os fundamentos da fé judaica e da lei. Pois a partir do êxodo hebreu este povo não pôde mais existir de forma independente do culto, daí em diante por intermédio do sumo legislador Moisés, não há diferença entre pátria e religião, não há Israel sem o judaísmo.
Como relata a história da Páscoa, o império egípcio foi afligido por dez flagelos que forçaram o Faraó a permitir a saída dos hebreus do Egito, onde até então viviam como escravos. Moisés como personagem principal assume a função não só de Líder libertador e profeta do povo, mas de legislador e guia em sua longa peregrinação pelo deserto. O símbolo do judaísmo, sua bandeira, será a fé em um só Deus, algo de diferente e chocante para as outras civilizações da época. De fato esta postura irá funcionar como uma espécie de membrana que colaborará para a separação dentre os demais povos, o simples fato de se optar pela crença em um único Deus. Fará com que estes judeus se tornem sui generis (diferentes, originais) entre os outros habitantes da Terra.
De fato toda a lei de Moisés irá girar em torno da fé no Uno, terá nesta proposta sua síntese, seu todo. De fato o judaísmo é a tradução mais fiel e digna do culto unicista. Vale dizer, é a própria encarnação do tema, não há como falar nos judeus sem que se pense na questão do Monoteísmo.
A prática monoteísta será o estigma, a marca, que este povo carregará através dos desertos e dos séculos. Toda a sua organização social e política, e é claro, também a religiosa, partirá deste ponto comum. Culminando com a “plenitude dos tempos” em que num processo de redenção chega ao topo de sua trilha, a Palavra dada aos Patriarcas é finalmente contemplada de forma simples na pessoa do Messias judeu.
Essa é a figura mor de toda a sina judaica, em mais um capítulo intrigante desta impressionante saga, um simples filho de carpinteiro, nascido em Belém da Judéia e criado em uma região de pouco prestígio da Galiléia, em Israel, surge sem dúvida a maior personagem não só do panorama semítico como de toda história universal em todos os tempos. Na verdade não há e jamais haverá outro indivíduo que se compare a envergadura do Cristo Nazareno.
Anunciado o Evangelho do Reino de Deus, prega uma mensagem simples e acessível ao povo, radicalizando a fé judaica nos fundamentos do Amor a DEUS e ao Próximo, do Juízo e da Redenção..
Seu mais notável feito é sem dúvida a transformação por ele empreendida na reforma do judaísmo.
Com o próprio sangue vertido numa cruz, implanta a era da Graça em contraponto à era da Lei. Destacam-se três aspectos importantes: A adoção, a expansão da promessa e o Reino Eterno.
Com certeza, o judaísmo tem em Jesus seu Axioma, sua pedra fundamental, o Ungido esperado e anunciado, desde os primórdios da fé, como Novo Testamento. É agora manifesto a todo olho, de maneira surpreendentemente, humana, acessível, necessária... O Emanuel. O Deus conosco.

O LEGADO

Como na Alegoria da Caverna de Platão, o Iluminado é incompreendido e renegado, por trazer a Luz ofuscante e incômoda da Verdade constrangedora, o que causa aversão aos acomodados habitantes das sombras da ignorância espiritual. O Atalaia de Jeová sofre o mesmo fatídico destino de qualquer Iconoclasta (destruidor de ídolos), condenado por dizer a verdade com a máxima e eliminatória pena. No entanto ao contrário daqueles, este não se pôde conter nem cercear a trajetória pelos horrorosos tentáculos funéreos. Segundo dizem as testemunhas, nem a morte pôde conter a voz da Razão em Vida. Pois uma vez trucidado pelos que tinham coceiras nos ouvidos, e não suportavam ouvir a verdade, foi encerrado na recamara lúgubre, trancado com uma enorme pedra em seu túmulo após o massacre na Cruz, no entanto, ressurge ao terceiro dia luminoso e resplandecente como o sol ao meio-dia. Cumpre, assim, coroado de êxito e glórias, a sua Comissão Divina predita nas profecias do Velho Testamento.
A partir de então, ressurge um novo culto do Uno. O Monoteísmo passa a trilhar por uma senda muito mais cognoscível, por um caminho mais simples e acessível, assume um aspecto sobremodo abrangente, em que a adoração do Deus Único assume um caráter pessoal e desvinculado dos ritos cerimoniais e legalistas da Velha Aliança judaica. O Deus de Israel passa a ser o Deus de toda Terra. Está inaugurado o Cristianismo e a era da Graça.
O universo cristão é reconhecido, como a excepcional e mais influente religião do Mundo contemporâneo.
Mas o que haveria de comum entre a atual Igreja e o culto primitivo do cristianismo? Será que os fundamentos preservados e defendidos por vários séculos com sangue, suor e lágrimas, pela espada e pela dura lei mosaica do “olho por olho, dente por dente” e da Fé Cristã conquistada mediante o derramamento de sangue inocente (vergonhosa barbárie Romana, executada por Nero e outros) ainda tem validade? Os aforismos (fundamentos) da fé judaica monoteísta e iconoclástica teriam sido preservados pela Romana representação do cristianismo coevo (moderno)?
Haveria ainda correspondência entre o objeto e o enunciado? A verdade da fé hebraica há tanto admirada e defendida, como a própria vida, ainda teria alguma correspondência com a atual representação oficial do cristianismo?
Como o culto que representava a essência do unicismo, da fé em um Deus único, pode converter-se em uma babel de deuses e ídolos humanóides que em formas sorrateiras e ardilosas corromperam toda originalidade do rito e do culto cristão e comprometem a identidade radical da fé judaico-cristã?
Se observarmos com atenção, chegaremos à conclusão de que a OFICIAL IGREJA distanciou-se sobremaneira das tradições e do culto original. Estabeleceu-se uma nova ordem, um novo culto, uma modalidade efetivamente diversa daquela, uma nova religião. O que teria promovido tal metamorfose sistêmica, que causa poderia ter comprometido e reestruturado o mecanismo, redirecionando-o para o lugar de onde fugiu o patriarca Abraão? Como os rudimentos do politeísmo puderam apropriar-se de seu mais feroz rival? Como a Igreja Católica foi capaz de induzir e guiar o cristianismo para a fonte amarga da idolatria da qual ele havia se libertado desde o Pai Abraão?
A luta do ex-carrasco anticristo Saulo de Tarso, que “nasce de novo” como o contrito e sábio Apóstolo Paulo, assumindo o caráter evangélico, contra a idolatria e os cultos gentílicos, parece ter sido vã se considerarmos os moldes do culto oficial como representação autêntica da causa cristã.
Como diria Aristóteles: “Eu gosto de Platão, mas sou mais amigo da verdade do que amigo do Platonismo...”
O amor à verdade é o que deve nos nortear. A pureza reside na luz, e o conhecimento é o libertador da alma.
É preciso tapar o sol com a peneira para não enxergar a Verdade suma de que não se pode agradar ao mesmo tempo o Uno Deus e os ídolos, ou como dizia São Paulo “não podeis beber o cálice do Senhor e do cálice dos demônios” - São Paulo aos Coríntios I, 10:14-21. Leia e medite.
Tomar uma posição é difícil, principalmente quando se envolvem tradições tão antigas. Mas pense que você não é o primeiro, faça como os heróis da fé que para poder encontrar-se com a Verdade trilharam o árduo, porém seguro, caminho da RUNÚNCIA.

METAMORPHOSES


Para que se possa ter o espírito de Cristo é preciso seguir-se seus passos, os passos de um verdadeiro ICONOCLASTA, de um destruidor de ídolos, de imagens, dos ídolos e das imagens do engano e da venalidade das religiões e das igrejas que têm praticado a piedade como fonte de lucro. Despedaçar a ilusão e o engano tornar-se incomodo e inconformado com as incoerências e as impiedades dos homens... Mas não fique aflito, pois nem todos podem compreender estas coisas, nem todos foram escolhidos para esta jornada, poucos podem aceitar e viver esta Verdade. Como disse Jesus: “... muitos são chamados, porém poucos são os escolhidos...” e mais: “... quem é de Deus ouve as palavras de Deus, mas quem não é de Deus não dá ouvidos à sua Palavra...” por isso se você é de Deus certamente que os argumentos aqui apresentados, mesmo de forma incompleta e insuficiente irão te causar algum incômodo, te fazer pensar no assunto com mais visão crítica, do contrário serão pérolas aos porcos. De qualquer forma a Verdade do Evangelho subsiste independente de mim ou de você, pois disse o Senhor Jesus Cristo: “... Passaram os céus e Terra, mas as minhas Palavras jamais passaram...” e quem deve dobrar-se é o homem a Deus e ñ o inverso, há uma lei irrevogável que diz: Tudo que o homem semear isso também ceifará. Colheremos tudo o que plantarmos em vida, pois aos homens está ordenado morrer uma só vez, depois disso segue-se o juízo... Então pense bem e tome a decisão mais acertada, pois o mundo passa e suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre... A eternidade nos aguarda, para gozo ou sofrimento eterno, a nós cabe a decisão de sermos amigos ou inimigos de Deus e da Verdade. Que o Deus de Paz nos ilumine para que tomemos a decisão correta ao lado de Justiça e da Luz, Amém!“À VERDADE não cabem contingências, ela não está sujeita a juízo, ela É.”


Comments:
Muito bom o blog, realmente muito instruitivo, vou passar o endereço adiante.
faculdade evangelica
 
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