orai e vigiai

Olá, se você possui algun tempo vago para perder à toa lendo alguns textos prolixos e enfadonhos está no lugar certo (rsrs), pode aproveitar que estamos em liquidação de estoque! Espero que você aproveite alguma coisa de tudo o que conseguir ler neste espaço, pois eu não consegui escrever nada mais curto e objetivo, talvez porque não fosse de meu interesse, ou quem sabe faltou capacidade para tal, quem sabe?... Boa sorte na sua missáo quase impossível...Que Deus te abençoe!

quinta-feira, maio 04, 2006

 

ADORADORES EXTRAVAGANTES

ADORADORES EXTRAVAGANTES




“Mas vem à hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24; Nos últimos anos tem-se observado o crescimento das denominações ditas evangélicas, e acompanhando esse crescimento, e essa expansão, os chamados “ministérios de louvor” obtiveram um destaque impressionante a ponto de, em não raros casos, chegar a tornar-se um trabalho independente, autônomo em relação as suas respectivas igrejas. Diversos desses “grupos de levitas”, “uma nova geração de adoradores”, levados pelo sucesso, trilharam a senda de uma denominação à parte, e assumiram um caráter de comunidades. Mas o que há de tão fenomenal nesse movimento dos últimos tempos? O que motivou essa notoriedade, esse carisma, a ponto de, em alguns casos, ter-se cantores gospel nacionais, indicados ao Gremmy Latino. Bem, alguns pontos devem ser considerados nessa análise critica desses movimentos, gostaria de destacar como propulsor, ou melhor, como fato preponderante uma postura intrínseca que, ao que parece, norteou essa alavancada, e tornou possível que se chegasse ao patamar de hoje essa chamada indústria de gospel music: - A adaptação à sociedade de consumo . Ao que parece a maioria desses movimentos musicais, que talvez tenha começado com boas intenções, passou a trilhar o caminho do capitalismo, adotando táticas e estratégias de marketing voltadas ao comércio e, consequentemente ao lucro, lucro esse que nos dias atuais chega a cifras astronômicas. “Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas).” Mateus 6:24; Cobram-se cachês absurdos, para que se possa ter um grupo de peso em sua cidade, uma igreja tem de desembolsar algumas dezenas de milhares de reais, isso mesmo, cobra-se para exercer o ministério de adoração, de louvor a Deus. Alguns obtiveram um “status” de astros e estrelas, esses “ídolos”, têm arrastado uma verdadeira multidão após si, principalmente de jovens e adolescentes, e não somente, mas muitos crentes têm seguido a multidão dos fãs, “verdadeiros adoradores de adoradores”, de forma talvez inconsciente, a idolatria tem sido promovida por este movimento. Três fatores destacam-se na dinâmica da indústria fônica gospel: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé...” ITimóteo 6:10; 1) A lei da oferta e da demanda: Entre as principais armas da indústria do “louvor” está a tática de obedecer a este princípio, oferecer ao público, ou ao consumidor, melhor dizendo, o que eles querem ouvir, seguindo a regra de que o cliente tem sempre razão (Adam Smith ficaria orgulhoso de ver isso), dessa maneira essa indústria, ou ministérios, ou comunidades evangélicas de louvor (fica difícil até diferenciar, se é que há como faze-lo) vêm se mantendo no topo das paradas. De sorte que, todos os tipos de afeições musicais, podem ser satisfeitas hoje em dia pelos cantores gospel, todos os estilos, todos os diletantismos, todas as “tribos” podem achar correspondência nas casas de produtos evangélicos. O rockeiro, o metaleiro, o adepto do axé, do forró, do samba, pagode, funk, rip-rop, new age... “... a amizade com o mundo é inimizade para com Deus...” Tiago 4:4; A lista é longa, todos satisfeitos, menos o Principal interessado, isso mesmo, Interessado, pois diz a Escritura: “... o Pai procura a tais que assim o adorem...” Então o Senhor Deus procura, busca, deseja... adoradores que o adorem em espírito e em verdade, não com interesses próprios, escusos, venais...; 2) Performance na mass midia (mídia de massas): “Mas temo que assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.”IICoríntios 11:3; Corroborando para o que se falou acima o complemento que os “levitas” tem difundido são as performances cada vez mais amoldadas ao padrão secular, cada vez mais profanas (comuns), buscando sempre um reconhecimento maior, uma aceitação mais ampla, mais sucesso, mais público, mais grana, mais, mais... “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá...” Provérbios 30:15; Chegou ao ponto de se utilizar como suporte a mesma empresa prestadora de serviços que realiza um show do grupo “é o tcham” (até montagens musicais do grupo Roupa Nova em algumas produções), para realizar um culto de “adoração” e quando digo isso, falo não só dos equipamentos, como também muito comumente dos tocadores, instrumentistas e até vocal de apoio. Até mágicos e ilusionistas são utilizados, como exemplo disso o grupo unicista (crença na inexistência da trindade) Voz da Verdade, em certo show (dvd “Somos mais do que vencedores”), tem a participação de um encantador, tudo para causar mais impacto, mais emoção...; 3) Apelo emocionalista: “Portanto, rogo-vos irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos como sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”Romanos 12:1; Para isso lança-se mão de artifícios pirotécnicos, nos moldes dos shows seculares, seguindo os padrões da “musa” (Comum nome dado carinhosamente à entidade inspiradora do theatro grego), ou seja, da mídia de massas. Essa cultura de massa foi duramente combatida pelos grandes teóricos das sociedades ocidentais, entre os quais, Sócrates, Platão e Aristóteles que julgavam o apelo emocional uma péssima escolha para se lidar com o povo, pois o teatro em sua comédia e tragédia despertava “sentimentos” artificiais, fazendo um homem chorar ou rir sem motivo, ou seja, sem um correspondente na realidade, envolvendo a platéia em um clima de simpatia, numa identificação com as personagens, suas mazelas e peripécias, o espectador vira herói, vilão... comove-se, assume e desperta estados de humor de forma induzida, não-natural, não-espontânea... Do ponto de vista bíblico, que é o que nos interessa o que se poderia achar, por exemplo, da música: “Desesperado” do grupo Ministério Amigo Íntimo, no cd “Amigo Íntimo”, diz a letra: “Estou desesperado, estou desesperado, estou desesperado...” começa a música num clima eufórico, em um padrão que lembra os mantras hinduístas (Mantra do sânscrito Man mente e Tra alavanca, é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hiduísmo, porém são utilizados também no budismo e jaínismo. Mantra Mantra, no hinduísmo, repetição de frase ou oração mágica. Em sua acepção original o termo significava um hino védico) e continua, “Desesperado e apaixonado, eu não consigo controlar esse amor...” e mais,” te quero, quanto mais eu penso em ti... te espero como a noiva no altar, quero me entregar...declarar todo meu amor que sinto por ti...” Vejamos com calma apenas algumas expressões utilizadas nessa música, as quais tomei a liberdade de grifar: A) “Desesperado e apaixonado, eu não consigo controlar esse amor...” “ Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificam a carne com suas paixões e concupiscências.” Gálatas 5:22-23; No trecho em que se afirma “Desesperado e apaixonado...” é totalmente negada a eficácia do Espírito de Deus, de Seu fruto na vida no nascido de novo, do crente em Jesus, é negada a obra de Deus que nos libertou do julgo do pecado, da carne, quem está desesperado é aquele que perdeu o controle de si, perdeu as esperanças, tornou-se insano. Do mesmo modo aquele que se acha apaixonado por Cristo denota sua índole efêmera, sua conduta carnal, emocional, não-racional, a exemplo daquelas sementes que caíram entre as pedras, na parábola do semeador (Mateus 13:1-23), da mesma forma que aquelas sementes germinaram com rapidez, no entanto logo se secaram, pois não havia raiz para sustentá-las, receberam a palavra com alegria (emoção), mas em vindo a perseguição por causa da palavra logo se escandalizaram, pois em tais não há raiz, não há um alicerce firme que os possa sustentar, não há uma relação racional com ao Evangelho da Graça de Deus; B) amor que sinto por ti...” No segundo trecho vê-se claramente uma falta de conhecimento quanto ao sentido real da palavra amor, ao que parece no imaginário da maioria das pessoas essa palavra está ligada às sensações, mas se recorrermos ao original sentido, teremos uma surpresa ao descobrir que se trata de uma índole, de uma intenção que se traduz em uma conduta, e não de um sentimento. Ágape, ou amor, se traduz corretamente por caridade, esse sim é o sentido real da expressão, caridade, uma postura, uma forma de agir, o amor no sentido bíblico do NT é a maneira como devo me portar em relação a Deus e ao próximo, amor é o fruto do Espírito de Deus que se traduz em uma conduta cristã, separada da sensualidade, da sensibilidade do corpo, nada a ver com a carne, o fruto de Deus é racional, dá-se no espírito do homem e não em seu corpo, de outro modo desfaleceríamos facilmente na fé, pois os sentimentos são de pouca duração, ora estamos zangados, ora tranqüilos, ora tristes e logo mais alegres, os sentimentos vem e vão com facilidade, mas o amor racional, que é um mandamento de Cristo, pois disse o Senhor “...um novo mandamento vos dou...” se fosse mero sentimento, não poderia ser um mandamento, pois os sentimentos são contingentes, acidentais, subjetivos... Portanto não se pode fazer uma lei baseada em contingências, em subjetividades, do contraria não seria lei, não há regra nos acidentes, não pode ser mandamento se for sentimento. Não se sente à caridade, pratica-se! O amor deve ser praticado e não sentido, “Isto vos ordeno: Amai-vos uns aos outros.” João 15:17; Disse Cristo, espiritualmente se toma essa decisão e não carnalmente, não sentimentalmente. Fique claro também, que o amor, no sentido cristão, é algo exclusivo dos santos, é um fruto do Espírito: “Ora a esperança não trás confusão, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5; Ora, esse dom que me é dado por Deus, vem do alto, ao converter-se à Cristo o homem recebe um novo espírito, um novo caráter, recebe a mente de Cristo, acompanhando essa nova natureza, como parte integrante dela, está este fruto, esse amor está naturalmente presente na vida do salvo, do redimido em Cristo, ele é não fingido, é espontâneo, incompreensível para os incrédulos, ilógico, do ponto de vista dos homens naturais “...ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra...” ou, “Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”(pedido de indulgência aos seus algoses); “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”; A conduta do amor dado por Deus é estranha à dinâmica das relações sociais humanas em geral. “Já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.” II Coríntios 3:3; Note a diferença entre as alianças, em que na primeira, as leis foram escritas em tábuas de pedra, as ordenanças eram impostas, de forma exterior, o trato era fora do homem; na nova aliança pelo sangue do Cordeiro, os mandamentos de Deus, estão escritos no interior do salvo, pelo Espírito Santo, nas tábuas de carne do coração. Entretanto, amados, não vimos aqui para simplesmente acusar co-irmãos de estarem na prática do erro. Ao contrário esperamos estar servindo de algum modo para edificação, não discuto as intenções dos que fazem uso de tais práticas, no entanto destaco que Uzá ao estender a mão para segurar a Arca de Deus tinha boas intenções, porém não foi aceito seu ato diante do Senhor que irrompeu contra ele (I crônicas 13:9). Ou como no caso de Nadab e Abiú que ofereceram fogo estranho diante do Senhor Jeová, suas intenções não foi o suficiente para justificá-los, pois disse o Senhor: “é melhor obedecer do que sacrificar” ou “ misericórdia quero e não holocaustos”... A paixão, pathós do grego, que quer dizer ser afetado mediante a sensibilidade, um estado emocional que, do ponto de vista bíblico, é sempre combatido como sendo algo maléfico, um sentimento reprovável, carnal, como um baixo instinto humano, oposto ao espírito, contrário ao amor. Muito semelhante em modo e qualidade eram os cultos catárticos gregos e também comumente em outras manifestações religiosas pagãs, em que o estado de consciência é induzido a uma alteração, um sentimento de êxtase, chegando às vezes a um estado de entusiasmo (do Gr. enthousiasmós, inspiração “divina” comum nos rituais pagãos sagrados, s. m., excitação da alma, quando admira excessivamente;exaltação das faculdades da alma que torna sublimes os escritores, os oradores e os artistas; possessão, “algo semelhante as psicografias ou atuações dos médiuns”). Não que Deus não possa manifestar-se de forma sobrenatural, pois vemos, em Atos 10:10 “... sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos...” Pedro desfaleceu, ao ter uma revelação de Deus, e outros casos semelhantes, como Daniel ao ver o Anjo da parte de Deus, nem pode conter-se de pé (Daniel 10:8-9), Ezequiel ao ter a visão dos seres adoráveis, ficou atônito por muitos dias ( Ezequiel 2:14-15), mas note-se nestes exemplos, que em nenhum caso, a revelação divina, foi precedida por qualquer ritual de indução emotiva, por quaisquer meios de ordem emocionalista, que pudessem alterar seus estados de percepção ou de consciência. A manifestação do Deus único e Verdadeiro, não necessita de artifícios humanos, carnais, psicológicos ou qualquer outro... Não é necessário, ou se quer possível, induzir-se a “presença de Deus”, forçar as manifestações de Seu Espírito! A emoção é uma simples conseqüência da presença de Deus, e não a sua causa! Devemos fugir dessas práticas, que de forma extravagante, esquisita, esdrúxula e desconexa com a Natureza do Criador, tentam produzir um “ambiente de adoração”, uma atmosfera de “louvor”, de maneira artificial, baseada em um culto das emoções, tudo contrário ao culto racional, simples, reverente, requerido pelo Deus verdadeiro, pois disse Jesus: “Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” Mateus 18:20; Mais simples do que se imagina, sem complicados rituais, sem cerimônias, com simplicidade, essa é a promessa; O homem de Deus Elias, na saída da caverna, talvez, esperasse a manifestação de Deus em meio ao vendaval, no terremoto, ou na saraiva, entretanto, a voz divina surgiu mansa e delicada, como uma suave brisa... (I Reis 19:11-12)... É mister adorar a Deus em espírito e em verdade, com a razão e com honestidade.
“Persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro eu agradar a homens? Se tivesse ainda agradando a homens, não seria servo de Cristo.” Gálatas 1:10;

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