orai e vigiai

Olá, se você possui algun tempo vago para perder à toa lendo alguns textos prolixos e enfadonhos está no lugar certo (rsrs), pode aproveitar que estamos em liquidação de estoque! Espero que você aproveite alguma coisa de tudo o que conseguir ler neste espaço, pois eu não consegui escrever nada mais curto e objetivo, talvez porque não fosse de meu interesse, ou quem sabe faltou capacidade para tal, quem sabe?... Boa sorte na sua missáo quase impossível...Que Deus te abençoe!

quinta-feira, maio 04, 2006

 

ABUNDANTE GRAÇA



“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17:9 O homem segundo o coração de Deus disse: “Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda teu servo, para que não se assenhoreie de mim; então serei sincero , e ficarei limpo de grande transgressão.” Salmos 19:12-13; ORAÇÃO: Oh Senhor! Criador dos céus e da terra tenha piedade de mim, compadece-te segundo as multidões das tuas misericórdias; Tu sabes meu Deus o quanto sou homem miserável, carente de Ti, em mim não habita qualquer justiça ou virtude; as minhas inclinações naturais consistem em me apartar da justiça e do bom siso; nos meus membros milita uma ganância que flerta com o pecado, o que me poderia livrar de tais inatas intuições? Meu Pai Celeste que valor teria eu, de modo que Vós em tua glória atentásseis para meu flagelo? Bem sei que habitas em um lugar mui sublime e santo, contudo conheço que és benigno e compassivo para com abatido de espírito e contrito de coração, a confiança que me sustenta está na tua eterna benignidade; confesso que meus aparentes actos de justiça consistem em meros trapos, que minhas virtudes não passam de miragens jactantes; Rei dos Reis apieda-te socorre este miserável, sustenta e cura-me, em ti habita meu socorro e confiança, da manhã à noite em Ti espero, ao meio-dia clamo e suspiro! Soberano Senhor e adorado, livra-me dos laços da altivez, que tão macios e doces se afiguram para enredar minha alma na perdição. Guarda-me de seguir após a espada de Jeú, que ungido por ti, fez tua obra, porém não com inteireza de coração, matou a casa de Acabe conforme tua palavra pela boca do profeta Elias, pôs fim ao culto de baal e destruiu seus seguidores, entretanto com um coração dúbio e impiedoso cumpriu tuas ordens. Ao bezerro de ouro preservou, aos tesouros desejáveis se apegou, cuidado sem honestidade; exação sem sinceridade. Livra-me Deus meu! Como fariseu não quero servir-te, cuidado sem amor de nada vale, zelo sem entendimento é nulidade,comisera-te e purifica-me com água pura que é tua palavra. Nas constantes acusações perpetradas pelo vil malsim, o voraz opositor que me inculpa pelos irrefletidos lapsos, de fato sou pecador, réu de juízo pela lei natural, contudo, em tua graça acho descanso e alento, aos pés da cruz, fiado em tua bondade, na redenção vicária, pois sei que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo, para os que crucificam seus instintos, mediante a prática da piedade, pelo Teu Santo Espírito me é concebida essa frutificação, pois quem muito perdoa, muito é perdoado, quem muito ama, muito é amado... Confio constantemente em tua justiça, pois Tu somente conheces a estrutura do homem a quem criastes, e sabes todas as coisas; tenho fiúza no precioso e indulgente sangue do Cordeiro Pascal, Teu filho amado, o qual mo deu acesso à tua clemência, mediante este nome é que alço a voz a meu Senhor. Só pela Tua graça espero constantemente. Sei que tu sustentas o miserável. A Ti toda glória, eternamente, Amém.


 

CREDO


CONFISSÃO DE FÉ E MANIFESTO RELIGIOSO
Firmamos pacto de fidelidade e coerência com os princípios e paradigmas cristãos, e temos como regras de fé e prática os seguintes axiomas e fundamentos:

1. Cremos na Doutrina da Criação, em que o Senhor Deus Todo Poderoso fez os céus e a Terra, tudo o que neles há; o Mundo e todos que nele habitam; 1b Acreditamos na Bíblia como Sagrada Escritura, e admitimos este compêndio de 66 livros como regra de fé e prática total e suficiente para a conduta dos fiéis, possuindo esta a qualidade de Palavra inspirada por Deus nosso Senhor, tendo assim autoridade máxima nas questões Doutrinárias e Teológicas na Assembléia dos santos;
2. Cremos na Doutrina da Queda do Homem, em que pelo pecado do primeiro Adão todo homem passou a ser participante dessa decadência naturalmente, portanto todo homem está hereditariamente separado do Criador pelo Pecado Original. Ou seja, todo homem natural já está condenado de antemão, pois no mesmo habita a Natureza do Pecado, e esta natureza (os baixos instintos humanos) milita de todas as formas contra a Divindade e se opõe naturalmente a Santidade do Criador, fazendo separação entre o homem e seu Deus; Cremos na Doutrina do Juízo Final como evento em o Senhor Deus Todo Poderoso irá Julgar todos os homens, vivos e mortos, cada um segundo as suas obras, os justificados herdaram a vida e gozo eternos com seu Deus, quanto aos ímpios sua parte será o sofrimento eterno;
3. Cremos na Doutrina da Salvação em Cristo, acreditamos que o Senhor Deus Pai Todo Poderoso enviou Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, para cumprir seu Plano de Salvação. Este plano consiste na redenção do homem que pela decadência, naturalmente, se achava perdido e separado de seu Criador pelo pecado. Sendo, portanto digno de morte (separação eterna de Deus), entretanto o Grande Deus em Sua infinita misericórdia envia seu Filho Único para morrer em uma cruz em prol da humanidade, sem culpa ou pecado o imaculado Cordeiro de Deus é martirizado pelos pecados do homem, sendo pendurado num madeiro até à morte. Ressuscitando ao terceiro dia em carne e cumprindo assim o Plano da Salvação. Acreditamos assim que todo homem é liberto do mal inato e redimido perante seu Deus ao reconhecer seus pecados e arrepender-se aceitando Jesus Cristo como seu Único e suficiente Salvador e Mediador, recebendo assim a Adoção (uma nova natureza, a mente de Cristo) e a redenção (justificação perante Deus), mediante o Sacrifício Expiatório de Cristo no Calvário, pela fé;
3b. Cremos, portanto na Salvação através da Fé em Cristo Jesus somente, descartando a salvação pelas boas obras, ou por quaisquer outros mediadores, cremos apenas nas boas obras como conseqüência da regeneração do homem, como fruto natural de uma nova criatura;
4. Cremos na instituição da Igreja como Corpo de Cristo na Terra, como Assembléia dos Santos, independente de Denominação ou Bandeira, desde que a mesma esteja enquadrada nas Santas Doutrinas de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e preserve os fundamentos da fé cristã;
5. Cremos e aceitamos os Dons e Ministérios da Fé, acreditamos nas manifestações sobrenaturais do Espírito Santo de Deus. O Senhor Jesus ao ascender aos Céus deixou a promessa do Espírito Santo, que este iria descer como Consolador e ficaria com os fiéis para instruir, ajudar, interceder... Como Ajudador em toda obra da igreja do Senhor na Terra, tendo início o seu Ministério, segundo a narrativa bíblica do livro de Atos dos Apóstolos, no Dia de Pentecostes em Jerusalém, ocasião em que os crentes em Jesus foram visivelmente revestidos de poder para testemunho no desempenho e expansão do Evangelho de nosso Senhor. Como conseqüência desse revestimento, cremos, segue-se sinais e prodígios sobrenaturais e visíveis operados pelo Espírito de Deus através de seus servos;
5b. Entre as operações e manifestações de Deus no meio de Sua Igreja nós aceitamos e cremos nos dons da palavra da Sabedoria e da Ciência, na Fé, dons de Cura, operações de Milagres, nas Profecias, Discernimento de espíritos, variedade de línguas e interpretação de línguas. Ressaltamos, no entanto que nossa Revelação e Regra Maior é a Bíblia Sagrada, portanto não serão aceitas manifestações que contrariem quaisquer preceito bíblico, seja por profecia, revelação ou qualquer outra ;5c. Cremos e aceitamos a Doutrina da Santificação Pessoal, crendo que sem santificação ninguém verá ao Senhor, compreendemos a santificação como postura de consagração pessoal, em que o fiel assume uma atitude de antagonismo à conduta pecaminosa, no corpo e na alma, não se amoldando com os padrões e modismos seculares, ao contrário, o crente em Jesus deve demonstrar uma atitude de inconformação com o mundo de pecados, a santificação diz respeito não somente ao corpo, mas principalmente ao interior, na devoção e purificação dos pensamentos e intenções, buscando sempre imitar as atitudes de Cristo em todo o proceder;
6. Temos como padrão Ético e Moral as Sagradas Escrituras, e recorremos às mesmas para orientação de nossa postura Social e Religiosa, portanto, toda conduta que ferir a Integridade ou contrariar as ordenanças Bíblicas não deverá ser tolerada ou aceita no seio da Igreja do Senhor na Terra, seja na postura religiosa ou social de seus participantes;
7. Cremos nas Ordenanças Santas do Batismo por imersão nas águas e da Santa Ceia do Senhor como liturgias intrínsecas da Igreja ; 7b. Sendo que o Batismo nas águas é o rito de fé que deve ser praticado por todo Cristão neófito (recém convertido), rito este em que o fiel ao mergulhar nas águas, com o auxílio de seu Pastor devidamente ungido, é batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Faz representar com este ato sua própria morte para o mundo e ressurreição para uma nova vida com Cristo, além de testemunhar publicamente sua profissão de fé no cristianismo; c. A Santa Ceia do Senhor é a cerimônia que simboliza o sacrifício expiatório de nosso Senhor Jesus Cristo, em que o pão representa o corpo de Cristo que foi dado por nós, e o suco da vide (vinho) representa seu sangue precioso, derramado pelos pecadores como libação pelas nossas culpas. Seguindo as instruções do próprio Cristo, e dos Apóstolos do Senhor, a cerimônia da Santa Ceia deve ser Celebrada periodicamente pelos fiéis, reverentemente, ingerindo-se as duas substâncias simbólicas, após uma reflexão da própria conduta, como prova de devoção e comunhão com o Senhor Jesus, a ser ministrada por um Pastor devidamente ungido e toda Assembléia deve participar da mesma;
8. Cremos na Doutrina da Volta de Cristo, acreditamos na Promessa da Segunda Vinda de Jesus como evento Visível e sobrenatural. Cremos da mesma forma no Arrebatamento da Igreja de Nosso Senhor, ocasião em que os salvos em Cristo, vivos e mortos, serão trasladados da Terra, incorruptíveis, para encontrarem-se com o Senhor nos Céus, e seguir com ele para seu Reino Eterno, Amém!

 

SIMPLESMENTE TRADICIONAL


“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.” Hebreus 13:8;









JESUS, ÚNICO CAMINHO, VERDADE E VIDA
Hoje em dia no meio cristão, dado o grande avanço das denominações e expansão do protestantismo, há uma grande controvérsia quanto à costumes e a doutrinas, a respeito de práticas, liturgias, ensinamentos... São criados rótulos e nomenclaturas, cada vez mais variados; em meio a essa panacéia de “movimentos” fica difícil se saber o que fazer, em que crer, como agir... Entretanto, mesmo em meio à tempestade se nós recorrermos à bíblia somente, podemos ouvir a voz do Pastor que diz: “Sossegai, sossegai...” E é aí somente que poderemos encontrar alento e descanso para as nossas almas, então façamos uso desse privilégio que possuímos de tomar conselho das sagradas letras para delas retirarmos nosso alimento, rejeitando tudo mais que não seja proveitoso para nossa edificação, para isso nos basta à coragem de examinar as escrituras com rigorosa honestidade e um amor incondicional à verdade, uma disposição interior que me faça aceitar a autoridade soberana da Palavra de Deus sobre todo e qualquer conhecimento, tradição, credo... Firmando pacto de fidelidade e submissão que poderá conduzir à experiência de gozo e satisfação de encontrar-se com a verdade. Uma definição que considero razoável para a verdade, seria a correspondência entre o objeto e o enunciado, a harmonia entre a proposição e o ente, entre a coisa e o que se afirma dela... Coerência! Mas parece que tal postura, que devia naturalmente fazer parte da vida de qualquer dito cristão, torna-se cada vez mais rara. Hoje poucos estão dispostos a serem honestos consigo mesmo, a ter paz com sua consciência, nem todos querem seguir pela dificultosa, porém segura, senda da renúncia, é mais fácil e cômodo adaptar-se ao curso natural da multidão, “remar contra maré pra quê?” talvez se perguntem alguns! Qual o sentido de se lutar contra o curso da história, da cultura popular, das tradições seculares, dos costumes e hábitos estabelecidos??? “Persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro eu agradar a homens? Se tivesse ainda agradando a homens, não seria servo de Cristo.” Gálatas 1:10;
NA ESTRADA PARA DAMASCO
“Ide eu vos envio como cordeiros ao meio de lobos... Curai os enfermos que nela houverem, e dizei-lhes:É chegado a vós o reino de Deus...Eu vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.” Lucas 10:3,9,19; Na década de 50 um casal de missionários, vindos de uma Igreja Batista dos EUA, estabeleceu-se em um posto avançado do alto Rio Solimões, no vale do Javari, no estado do Amazonas; entre seus primeiros frutos estava um jovem ávido por conhecimento, nativo daquela região, filho de um judeu imigrante “soldado da borracha” e de uma autêntica cabocla local, aquele rapaz logo se tornou peça chave no trabalho evangelístico do casal missionário, assumindo o cargo de auxiliar do Pr. Lunes na congregação fundada naquela localidade. Anos passados, um garoto visita um templo de uma denominação carismática e pasmado com o que vê resolve consultar seu avô sobre o que viu lá, “o vovô deve ter a resposta”, pensou o jovem garoto, ao chegar em casa não aquieta-se até que possa falar com quem poderá lhe esclarecer suas dúvidas. Ao ver seu orientador nas horas difíceis ele não se contém e lhe conta de súbito tudo que viu e ouviu naquela reunião, o velho obreiro ouve tudo em silêncio e ao final do relato sentencia intrepidamente: “filho, nós somos tradicionais, não temos esses costumes” o garoto sem dar tempo replica:- “como assim? O que é ser tradicional?” segue-se um silêncio tétrico, o moço percebe que é hora de sair, já é tarde, deve retirar-se. No caminho de casa mil pensamentos lhe invadem a imaginação, mas por que não havia resposta para uma tão simples pergunta? Como? O ingênuo menino não sabia o quão difícil seria achar aquela resposta... Anos mais tarde, morando em outra capital brasileira, o assunto já se achara esquecido, e por “coincidência”, no mesmo bairro em que o agora rapaz morava foi inaugurado um trabalho de certa denominação de cunho carismático, por conseqüência surge de novo o fantasma da dúvida que há tanto tempo lhe incomoda, sem hesitar procura seu pastor, um homem experimentado, com tantos anos de ministério, certamente saberia lhe responder de modo satisfatório, parte então para a ação. Ao ver o homem de Deus lança a questão: “Caro pastor o que é ser tradicional?”, ao contrário de seu primeiro entrevistado, esse responde quase sem pensar, e começa dizendo que ser tradicional era seguir os costumes antigos, obedecer às regras estabelecidas, ter um sentimento de reverência e obediência às doutrinas e fundamentos da igreja primitiva, dos apóstolos, de Cristo... Andar como Jesus andou, fazer como ele fez, como os apóstolos, os santos, os pais da Igreja, obedecer ao evangelho, seguir o que diz as escrituras. Pronto! O Zezinho nunca tinha ouvido uma resposta tão bem fundamentada, tão satisfatória, ao fim da explicação agradece a sai contente com o que ouviu nunca mais irá se esquecer daquelas palavras, parece que foram gravadas com ferro quente em seu coração. Em outro evento, uma criança cai enferma, de um mal muito grave, a mãe do menino resolve chamar seu pastor para orar pelo seu filho para que ele se restabeleça, o pastor ao ser contatado oferece o carro para levar o moço ao médico e diz que não adianta orar, pois para isso existe médico, a mãe inconformada (pois o menino já tinha sido examinado e não se conseguiu diagnosticar a doença), replica a resposta e comenta que Jesus e os apóstolos oravam pelos enfermos, ao que o pastor lhe responde que aquelas operações foram apenas para aquela época, e finda por aí a discussão. Certa vez, em uma manhã de domingo, uma pessoa que não pertencia aquela congregação, no meio do culto cai ao chão contorcendo-se e estrebuchando como um animal, emitindo sons semelhantes ao relinchar de um cavalo e pronunciando frases incompreensíveis com uma voz cavernosa, horripilante, o pastor com toda calma pede que a pessoa se recomponha e pare com aquela cena, sem obedecer, o que está no chão cospe o rosto do homem e tenta agredi-lo; sem perder o controle, o pastor, atravessa a rua e vai ao telefone público para chamar a polícia, ao chegar a viatura, após meia hora de luta corporal com um bando de policiais, aquele pobre coitado é levado algemado... Em outro evento a esposa de um pastor tem um sonho com um camelo que caía ao chão, e o homem que estava sobre ele morria, ao acordar, conta o sonho ao seu marido, ele sem dar atenção diz que sonho é sonho, e ela deve esquecer isso, deve ter sido o jantar, ela comeu feijão de noite, “isso dá pesadelo”. Sai para supervisionar as obras da igreja que administra, no mesmo dia, no templo presidido por aquele pastor, ocorre um fato inusitado, um acidente fatal! Um dos operários que está trabalhando sobre um andaime cai de uma altura superior a 6 metros e morre instantaneamente, uma peça de sustentação da estrutura do andaime, apelidada de “camelo”, estava rachada, e se quebrou enquanto o rapaz estava sobre o mesmo, precipitando-o ao chão... Aquele jovem curioso ao ouvir tais histórias, não consegue conformar-se com isso, pois ele tinha lido em sua bíblia: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça daí.” Mateus 10:8; Pensa consigo, se somos tradicionais, como então não fazemos isso, como não cumprimos estas ordens do Senhor? “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, e quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão os que crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e quando beberem alguma coisa mortífera não lhes fará dano algum; imporão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” Marcos 16:15-18; Qual motivo de não se operar hoje os sinais do passado? “Jesus lhes respondeu: Por causa da vossa pequena fé. Em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.” Mateus 17:20; O que me falta? Queria saber ele. “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: Nos últimos dias, diz Deus, do meu Espírito derramarei sobre toda a carne. Os vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, os vossos velhos sonharão sonhos. E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão... E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo.” Atos dos Apóstolos 2:16-18,21; Qual o verdadeiro sentido de ser tradicional? Então ele se lembra das palavras daquele pastor e compreende, enfim...
À CAMINHO DO GÓLGOTA
“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” II Tessalonicenses 2:15; O rapaz entende que existe um princípio maniqueísta na questão, que existem dois tipos de tradição, a falsa e a verdadeira! A humana e a cristã... “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Deixando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens, como lavar dos jarros e dos copos, e muitas outras coisas semelhantes a estas. E disse-lhes: Jeitosamente rejeitais o mandamento de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” Marcos 7:6-9; O tradicionalismo humano pode afastar um homem do caminho da salvação! “Pois já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a Igreja de Deus, e a assolava. E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.” Gálatas 1:13-14; O mal tradicionalismo era combatido pelos baluartes da fé cristã. “Tendo cuidado que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” Colossenses 2:8; Certa vez lendo um livro de Teologia Sistemática, escrito por um autor de índole calvinista, na parte que tratava acerca dos dons espirituais, o jovem leu algo que o deixou confuso. O autor afirmava que os dons foram extintos e que os sinais miraculosos cessaram, mas o dito teólogo não soube fundamentar sua proposta, não foi convincente, o jovem se pergunta: “Se Cristo ainda hoje opera o maior de todos os milagres que é o milagre da salvação, da regeneração, do novo nascimento... porque não operar os menores? Se as coisas grandes são feitas, qual a impossibilidade de se operar as pequenas? Qual fundamento para tanta incredulidade?...” (*Os fatos narrados acima são fictícios, servem apenas de ilustração, qualquer semelhança com fatos reais é pura coincidência). Dificilmente se poderia fundamentar tal tese nas escrituras, os dons chamados por alguns de “apostólicos” não se manifestaram apenas nos apóstolos, (pelo rigor da tradição, o próprio Paulo não seria considerado um dos tais). “No dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós os que com ele estavam, chegamos a Cesaréia. Entrando na casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas solteiras que profetizavam.” Atos 21:8-9; Estas moças não eram apóstolos com certeza! “Demorando ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, de nome Ágabo, que vindo ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o homem a que pertence este cinto, e o entregarão nas mãos dos gentios.”Atos 21:10-11; Este tampouco era apóstolo. E fala como os profetas da Antigüidade, “Assim diz o Senhor”, ou melhor, “ Assim diz o Espírito Santo” a menos que não se creia que Este é Deus! Alguém dirá ainda: “mas isso foi apenas para os dias da igreja primitiva” E o que dizer de outros fatos registrados pelas letras da história, pela narrativa das testemunhas, nas páginas da secular ciência humana! A “sui generis” sentença proferida, ou melhor, profetizada por John Huss ( séc.XV) na hora de sua morte: “ Vocês podem matar o ganso ( huss em seu idioma significa ganso), mas em cem anos Deus suscitará um cisne ao qual vocês não poderão matar” No mês de outubro do ano de 1517 d.C o jovem Martinho Lutero fixa as 95 tese contra as indulgências nas portas da capela de Wittenberg, por “coincidência”, 102 anos após a morte do mártir da fé John Huss. E mais, um dos íntimos amigos de Lutero, e posteriormente ajudador na obra, chamado Miconio, teve um sonho, ao encontrava-se preocupado com Lutero, orava por ele incessantemente, narra ele que no sonho viu o Salvador que lhe mostrou a fronte, as mão e os pés feridos e lhe disse: “ Segue-me” levou-o a uma colina e lhe mostrou ao horizonte milhares de ovelhas brancas e apenas um homem tentando apascentar todas elas, então, ele reconhece o homem, é Lutero, pelo que Aquele que falava com ele lhe disse: “ Miconio, olha para o poente”, ele olhou e viu campos de trigo brancos para a ceifa, e um único trabalhador exausto, que lidava para ceifá-los, olhando atentamente para aquele homem o reconhece, é Lutero seu amigo, em seguida desperta do sono e decide empregar sua vida no ministério ao lado de seu amigo e reformador! E o que dizer do testemunho do grande pregador inglês John Wesley (1703-1791): “Cerca de três horas da madrugada, enquanto perseverávamos em oração, o poder de Deus nos sobreveio de tal maneira, que gritamos impulsionados de grande gozo, e muitos caíram no chão. A seguir, ao passar um pouco o temor e a surpresa que sentimos na presença da majestade divina, rompemos em uma só voz: Louvamos-te, ó Deus, aceitamos-te como Senhor!” O pregador e avivacionista John Bunyan (1628-1688) que em seu chamado, e posteriormente em seu ministério, foi sempre guiado pela voz divina, através de inúmeros sonhos e revelações, sempre dizia ouvir a voz de Deus em seus momentos de oração, na obra do Senhor. Muitos outros casos e testemunhos existem, estão aí ainda hoje, o Espírito de Deus fala hoje como sempre falou, não se apagou a chama... “Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda espécie de mal.” I Tessalonicenses 5:19-22; Outro argumento comum para a incredulidade é o do culto racional. Então vamos a este e, analisemos o que de fato significa. Leia-se: “Rogo-vos, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12:1; Veja bem, o apóstolo Paulo, instrui os crentes a apresentarem seus corpos como sacrifício a Deus, e não somente o corpo como a mente, a razão, entenda-se por racional o que é do trato imaginário, mental, não-físico, no campo do pensamento. Aquilo que não é intuitivo, não sensual, desvinculado da matéria... Mas como? Veja bem: “Digo, porém:Andai no Espírito e não satisfareis à concupiscência da vossa carne.” Gálatas 5:16; Então, aquele que apresenta a Deus seu corpo em sacrifício, consegue dominar a carne e suas paixões, mediante a santificação, podendo assim prestar ao Senhor um culto santo e agradável, desvinculado do trato intuitivo, sensual, carnal, emocional, ou seja um culto racional, um culto com o entendimento. “Pois segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros... A inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz. A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita à lei de Deus e nem em verdade o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Romanos 7:22-23;8:6-8; Somente andando no Espírito, na santificação, na consagração, apresentando meu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável é que consigo prestar o meu culto racional, espiritual... Note-se, porém, que carne, não se refere ao corpo, propriamente dito, pois o corpo pode ser usado para louvar a Deus, já a carne nunca irá servir a Deus, não pode prestar-lhe culto ou louvor, ela é por natureza contrária ao Espírito de Deus! Então o que será a carne? Se não é corpo, o que é então? Uma definição razoável para carne, no sentido figurado, ao que se refere às passagens citadas acima, poderia ser a expressão de baixos instintos humanos, ou seja, uma disposição para o pecado, puramente intuitiva, embora na alma, esta natureza que ao que parece é algo abstrato, e está ligada diretamente ao corpo. Veja bem, existe uma diferença qualitativa entre o raciocínio e a intuição, a intuição, no sentido que abordamos aqui, sempre recorre à sensibilidade para apreender seus objetos, em outras palavras, a intuição percebe pelo corpo, enquanto que o raciocínio é uma faculdade do entendimento, que não tem a necessidade de recorrer ao corpo (sensibilidade) para conhecer seus objetos. Então, a carne representa, nessas passagens, a natureza do pecado que habita no homem, desde a decadência no Éden, uma herança adquirida pelo pecado do primeiro Adão, que passou a todos. Um instinto desenfreado de satisfazer às necessidades terrenas e animais do corpo, semelhante ao instinto de preservação, esta é também de índole egoísta, excede, porém, o simples instinto de auto-preservação, pois visa também a satisfação do ego e não somente do corpo, englobando assim toda sorte de desejos pecaminosos, no corpo e na alma! Uma semente que está no corpo, sem ser corpo, que, sem remorso, sempre segue em direção ao proveito próprio. “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24; Observe bem, Deus é Espírito! A verdadeira adoração deve ser feita em espírito, o verdadeiro culto deve ser espiritual, racional, portanto, não deve de modo algum ser emocional, intuitivo, terreno, sensual (qualidade do que é sensível), deve exceder a carne, ou os baixos instintos humanos! Mas e daí? O que tem a ver racionalidade com incredulidade? Nada! A fé é puramente racional, haja vista que a fé se dá no entendimento, no campo do pensamento, da faculdade da razão, por assim dizer. “A fé é a certeza das coisas que se esperam, é a prova das coisas que não se vêem... Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:1,6; De todo modo a fé é racional, se dá na razão, na mente, é coisa do entendimento e não do corpo, não da matéria, não do mundo sensível. A fé despreza a sensação, a intuição, ela pensa seu objeto e não o sente, não o experimenta, não tem necessidade de fazer uso da sensibilidade, de modo algum! “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” Gálatas 5:17; Disse Jesus: “O espírito é que vivifica, a carne para nada presta. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.” João 6:63; De modo algum o culto racional é um culto frio, incrédulo, humano... Ao contrário é um culto santo, crente, aceitável ao Senhor. Ser racional não é ser natural! Naturalmente nenhum homem poderia se converter. Não se pode humanamente, ou melhor, de maneira puramente terrena e natural, chegar-se ao conhecimento da verdade do evangelho. Partindo do ponto de vista, que a razão pensa seus objetos somente, sem recorrer à experiência do mundo sensível, e que ninguém jamais viu a Deus, ou pôde percebê-lo mediante a sensação, então o conhecimento de Deus é um ato de pura fé.


NO CAMINHO DE EMAÚS
“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” João 8:36; “ Não foste vós que me escolheste a mim, mas fui eu quem vos escolhi a vós...” João 15:16; “... Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” Mateus 11:25; A revelação de Jesus Cristo supera o campo da naturalidade, da razão puramente humana, um homem não pode receber a salvação de forma natural, não pode compreender o plano de salvação e as obras de Deus sem que isso lhe seja revelado pelo Espírito de Deus. “Quando Ele vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.” João 16:8; O poder de convencimento é ministério específico do Espírito de Deus. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem a tudo, ele de ninguém é discernido. Pois quem conheceu a mente do senhor para que o possa instruir? Mas nós temos a mente de Cristo.” I Coríntios 2:14-16; E mais: “Pois a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” I Coríntios 1:18; Não basta o homem tentar compreender, se do alto não lhe for dada a graça do entendimento das coisas espirituais, se não lhe forem abertos os olhos e ouvidos para que creia na verdade. A própria fé que possuímos nos foi dada pelo Senhor, como dom. E quanto ao que fazer em minha caminhada na fé; devo ser como Jesus, seguir seus passos! “E quem não toma a sua Cruz e não vem após mim não é digno de mim.” Mateus 10:38; E ainda: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” I Coríntios 11:1; “Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados...” Efésios 5:1; Imitar a Cristo e aos fiéis: “Não desejamos que vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdaram as promessas.” Hebreus 6:12; Veja bem, o conselho santo é imitar os servos fiéis do passado, em seus bons exemplos: “Lembrai-vos dos vossos guias, que vos falaram a palavra de Deus e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé.” Hebreus 13:7; A verdadeira tradição é essa, seguir a Cristo, fazer o que ele fez, imitar-lhe os feitos, simples e grandiosos, ser tal como ele foi, pisar pela via dolorosa, pelo caminho estreito, levar a cruz após Ele... “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço. E as fará ainda maiores do que estas, porque eu vou para o Pai. E farei tudo o que pedirdes em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” João 14:12-14; Essa é a palavra de Jesus, a palavra de Deus. “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.” Mateus 24:35; Seja honesto consigo mesmo, você que hoje se acha preso a regras feitas pelas mãos dos homens, pense e reflita, se o que você aprendeu foi simplesmente lendo a bíblia, ou se foi algo que lhe foi transmitido por tradição e costume! Ser tradicional, no bom sentido, de forma agradável e aceitável ao Senhor, é obedecer e crer em suas promessas, ouvir a voz do bom Pastor, ao invés de ouvir o homem, fazer isso sim é ser simplesmente tradicional... “Quando tira par fora todas as ovelhas que lhe pertencem, vai adiante delas, e ela o seguem, porque conhecem a sua voz. Eu sou o Bom Pastor; eu conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem.” João 10:4,14;

“Disseram um para o outro: Não ardia em nós o coração quando, pelo caminho nos falava e quando nos abria as Escrituras?” João 24:32.


 

SALVAÇÃO


SALVAÇÃO: UM CONTRATO IRREVOGÁVEL???

“Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.” Êxodo 32:33; Um dos dogmas doutrinários mais contraditórios apregoados por algumas denominações históricas é a questão da impossibilidade de perda da salvação. Mas sem precisar de uma longa leitura bíblica, essa tese humana é facilmente refutada. Vejamos em que base, de porcelana fina, está fundamentada esta teoria indutiva (entenda-se por indutiva, a metodologia em que, através de vários fatores particulares se tenta construir um conhecimento universal, parte-se do particular para o universal, do diverso para o simples). Essa forma de conhecimento é amplamente utilizada nas chamadas ciências empíricas (experimentais), entretanto é um péssimo caminho para conduzir-se a um conhecimento puro e universal, jamais poderá ser utilizado por uma ciência racional como é o caso da Teologia. Pressupõe-se que a Teologia deva produzir um tipo de conhecimento universal e necessário, ou seja, um conhecimento axiomático (fundamental e imutável). O caminho mais provável e seguro para uma ciência Ideal (racional), para um conhecimento universal e necessário, é o método dedutivo, somente por este método pode se produzir um conhecimento puro, neste caso, o caminho é inverso ao do método indutivo, parte-se do universal para o particular, do simples para o diverso, do uno para as partes... A teoria do conhecimento racional deve partir de um axioma, de uma idéia, de um paradigma fundamental! Nunca se deve tentar aplicar a indução em uma ciência puramente racional. Corre-se o risco de se criar uma nova doutrina (*como é o caso que abordamos aqui) de se conduzir, pelas experiências, por fatos particulares, por textos fora de contexto, a um conhecimento errôneo, uma heresia. O método indutivo é condutor, enquanto que o dedutivo é conduzido, o indutivo é ativo e senhor, o dedutivo é passivo e servo, o indutivo produz um conhecimento empírico e mutável, enquanto que a dedução produz um conhecimento universal e necessário (imutável). O indutivo está sujeito à experiência, à matéria, às contingências, aos acidentes... Ele está diretamente ligado às particularidades. No caso do dedutivo, o conhecimento jamais recorre às experiências, não sofre acidentes, não recorre à matéria, não é corruptível ou mutável, parte de axiomas e paradigmas. Particularmente, no caso da teologia, sempre que se usa a indução como método, quase que via de regra, o subjetivismo do autor é fator preponderante na formulação da sua proposta. Suas propensões pessoais, suas afeições, sua índole. Isso ocorre porque os objetos estudados pela teologia são de cunho ideal, são necessariamente racionais! O mundo, a alma, Deus, nenhum desses pode ser apreendido pelos sentidos, não podem ser experimentados, não são passíveis de empiria. O rigor é a menor preocupação dos que trilham esse caminho vão. Especificamente, tratemos então da teologia bíblica fundamentalista, ou seja, “ciência” que tem a Bíblia Sagrada como sua base fundamental. Para que se possa construir uma doutrina bíblica, uma regra simples a ser seguida é a conduta Ortodoxa, vale dizer, uma postura de total imparcialidade, de uma rigorosa honestidade, essa é a ordem. Nunca permitir que minhas aspirações pessoais interfiram na formulação dos enunciados, que minha opinião subjetiva seja preponderante nesse processo. Um conhecimento nunca pode ser baseado em uma opinião, uma doutrina bíblica não “acha”, Ela diz, afirma com certeza, é um conhecimento que pressupõe a verdade! A verdade não está sujeita aos juízos humanos de valor, qualidade, ou qualquer outro, ela é. Não cabem contingências ou opiniões à verdade. O que a bíblia diz está dito, não devo tentar “pôr chifre em cabeça de cavalo”, o homem deve sujeitar-se à Palavra, mas nota-se que, em alguns casos, isso não acontece. “Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas tendo coceiras no ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas.” II Timóteo 4:3-4;
ESPERANÇA
Existem alguns argumentos amplamente usados pelos defensores da doutrina de irrevogabilidade da salvação, vejamos os principais: “Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira alguma lançarei fora.” João 6:37 E mais: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.” João 10:28-30; “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” II Timóteo 1:12; Partiremos destes textos para a nossa análise. Observe bem o que diz cada um destes versículos, e mais, observe que esse tema da tão grande importância jamais foi abordado de forma exaustiva por Cristo, Paulo ou qualquer apóstolo, em qualquer texto que afirmasse essa tese, veja que os defensores desse pensamento recorrem apenas a versículos isolados, e os mesmos de modo algum corroboram para fundamentar essa tendência. Em João 6:37 fica claro que o Senhor Jesus jamais iria desprezar qualquer pessoa que viesse a ele, ainda mais porque deve ser considerada a doutrina da eleição dos salvos, é lógico que se o Pai escolhe e envia o homem até Jesus, ele de maneira alguma poderia desprezar qualquer destes. Diz a palavra em Joel 2:32, que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Então fica claro que Jesus jamais irá desamparar um homem, que em contrição de espírito e humilhação venha até ele e peça sua ajuda. Isso fica bem claro neste versículo; “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57:15; Observe que em todos os casos o que é abordado é a eternidade da salvação, o poder de Deus em salvar o homem e guardá-lo de qualquer interferência externa; “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:31-39; Não há poder algum nesse mundo ou no outro, que me possa separar do amor de Deus, não há força qualquer que me possa tirar das mãos do Senhor, nada ou ninguém me poderá arrebatar do domínio de Cristo, nada nem ninguém! Exceto eu mesmo. “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” João 10:28; Outro argumento, é o do selo do Espírito; “Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, 22 O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.”II Coríntios 1:21-22; “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória..” Efésios 1:13-14; Vamos a esse, logo em seguida tornaremos aos demais. Nos textos acima, duas palavras gregas são utilizadas por Paulo para destacar o selo do Espírito, a primeira é sfragizein. Uma expressão comercial da época que dizia respeito a uma marca exterior, que comumente era utilizada por produtores de vinho, por exemplo, os jarros que provinham de certa vinicultura possuíam a marca (selo) do proprietário, um sinal visível da posse, uma marca exterior. A outra palavra é arrabõn, expressão comercial que poderia traduzir-se como penhor, era utilizada no mundo dos negócios, em uma transação de compra e venda na qual acertava-se um valor total, e o comprador dava uma primeira parcela como sinal de selo e compromisso, como forma de celebrar a compra e firmar o pacto de negócio. Uma primeira parcela, um sinal; isso é o que significa. O dom do Espírito Santo, é um antegozo da plenitude que nos aguarda no mundo vindouro, é a garantia do que ainda há de vir, de nossa completa união com Cristo na glória, quando este corpo corruptível for transformado, e quando as barreiras do mundo visível forem transpostas, nós nesta vida terrena apenas tateamos acerca das coisas celestiais, porém a partir do momento que formos reunidos ao Senhor nos céus alcançaremos a capacidade de ver claramente a realidade. Paulo tinha essa certeza, de que no mundo vindouro, nós teríamos a capacidade de conhecer plenamente os mistérios celestiais; “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é Perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” I Coríntios 13:9-12; E mais; “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” I João 3:2; Diz Paulo; “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.” I Coríntios 15:50-54;
Tornemos ao cerne da questão, fica claro até aqui a estabilidade prometida por Deus quanto a salvação e a sua obra de redenção conquistada na Cruz pelo Senhor Jesus Cristo, “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Filipenses 1:8; Essa é a esperança que firma o crente, e que nos inspira confiança e consolação nos momentos de provação. Deus é fiel, mesmo quando somos infiéis ele permanece fiel, pois essa é sua natureza, e não pode negar-se a si mesmo; “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; 19 A qual temos como áncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,” Hebreus 6:18-19;
“E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.” João 10:28; “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” Colossenses 3:3;
APOSTASIA
“Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.” Mateus 12:31-32; Diz a Palavra de Deus: “Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.” Êxodo 32:33; Fica claro, depois de se ler os textos acima, que a salvação em Cristo é algo eterno, firme e inabalável, nada pode me separar dessa benção, desse dom, dessa graça conquistada no calvário e recebida por fé, nenhuma interferência externa pode abalar essa obra de redenção. Entretanto, não existe qualquer texto bíblico que afirme a impossibilidade de perda da salvação no caso de, deliberadamente, um homem desviar-se da fé tornando para a prática contumaz do pecado. Ao contrário, existem diversos textos que afirmam o contrário, que deixam claro que eu como salvo devo permanecer constante na graça do Senhor. “A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele.” Lucas 16:16; “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.” Mateus 12:12-13; “ Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” Lucas 13:24; A salvação vem pela graça, sem obra alguma que o homem possa fazer para alcança-la, o obra de redenção foi completa na cruz, porém é necessário que o homem se esforce para permanecer debaixo da graça de Deus, lute para guardar-se incontaminado do mundo. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” João15:1-6; Observe três pontos cruciais neste texto: 1 Jesus se autodenomina a Videira Verdadeira; 2 Fala do Pai como agricultor; 3 Fala dos ramos que estão ligados a ele; Note que os ramos estão ligados a Cristo, fazem parte de seu corpo, alimentam-se da seiva da Videira, estão ligados a ela, são parte do corpo da videira, do corpo de Cristo, da Igreja. São salvos. Todavia o Senhor adverte aos seus discípulos, a carência de se permanecer na Videira, de se produzir frutos, de se viver no Espírito, produzir o fruto do amor, da santificação, de uma vida agradável diante de Deus. Veja a condicionalidade: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:6-7; “Se”, o Senhor repete várias vezes, “se permanecerdes...” Observe que mesmo o ramo que já está na videira, que já faz parte de seu corpo, que já é dela, já é de Cristo, se não produzir fruto, e se não permanecer nas suas palavras, é cortado e lançado fora para ser queimado. Semelhantemente na parábola das dez virgens, note que todas eram virgens, eram noivas e tinham um compromisso com o noivo, no entanto, as que não vigiaram, ficaram de fora (Mateus 25), semelhantemente na parábola dos dois servos e na dos talentos, veja que todos eram servos, e tinham compromisso com o Senhor, receberam dele responsabilidade sobre seus bens e seus conservos (igreja) e talentos (dons), porém os que não trabalharam com honestidade e não fizeram o que era reto, foram lançados fora, “onde a pranto e ranger de dentes”, foram para o inferno. “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mateus 24:11-13; É necessário ser fiel até o fim para ser salvo, alguns céticos afirmam que essa passagem diz respeito ao período da grande tribulação, uma grande bobagem, leia o texto com rigor e observe que Jesus fala do acontecimentos que antecederão a sua vinda, respondendo à pergunta dos discípulos sobre quando ocorreria a sua vinda e os sinais que a antecederiam. Paulo jamais defendeu a tese de irrevogabilidade da salvação, ao contrário deu vários exemplos de que a apostasia era um caminho sem volta. Apostasia significa afastar-se da verdade, não pode afastar-se que nunca esteve não pode desviar-se quem jamais trilhou no caminho, a apostasia é um pecado exclusivo dos crentes, dos salvos. “Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,” I Tessalonicences 2:1-3; A apostasia é o sinal imediato da vinda de Jesus.
“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” I Timóteo 6:10; Veja que Paulo acentua que é possível desviar-se da fé e abandonar o caminho da verdade: “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco.” I Timóteo 6:21; “Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé a alguns.” II Timóteo 2:17-18; O apóstolo Pedro da mesma forma não deixa dúvida: “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.” II Pedro 2:20-22; Fica bem claro nessa passagem que, ao contrário do que afirmam alguns, Pedro se refere a crentes desviados, salvos que preferiram voltar ao erro “...depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo...” esses escaparam do mundo e resolveram voltar para o pecado. Mas o texto mais significativo e contundente sobre o tema está na carta de Hebreus e esse eu guardei para o final, por se tratar de um texto irrefutável, inconfundível, claro, simples e explicativo, dispensando muitas especulações ou explicações. Por esse motivo é uma passagem bíblica muitas vezes evitada por alguns que defendem uma opinião contrária ao que afirma este santo texto. “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia. Deus e expondo-o à ignomínia. Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus; mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.” Hebreus 6:4-6; “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?... Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hebreus 10:26-29,31; Considere estas palavras, o autor deixa bem claro que se refere a salvos, pessoas que conheceram a verdade, “...foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram...”; “profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado”; tudo isso só um salvo pode provar, só um regenerado pode participar dessa graça. Mas se voluntariamente eu resolver abandonar a fé e voltar ao pecado, pisando o filho de Deus e o Espírito da Graça (blasfêmia contra o Espírito de Deus) eu fatalmente posso perder a graça da salvação. Se por minha própria vontade eu resolver abandonar a fé; “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.” Hebreus 12:14-17; Sem uma vida pura e de santidade ninguém verá ao Senhor! “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:5-6; “e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” Apocalipse 22:19; Só pode ser apagado o que estava escrito. Deus é amor e também justiça. É difícil abandonar velhos costumes, renunciar conhecimentos que há tanto estão estabelecidos, dados como certos. Contudo, pense em Paulo, o qual teve de abandonar a religião de seus pais, para encontrar-se com Cristo, ele teve de “cair do cavalo”. Do mesmo modo é necessário que o homem que deseja servir a Deus com lisura, tenha uma postura de amor à verdade e desapego aos costumes e tradições humanas, os quais possam atrapalhar a obra de Cristo. É muito conveniente crer que eu jamais serei condenado, mesmo cometendo os piores erros, mas será que a bíblia concorda com esse dogma, da mesma forma, certo senhor resolveu negar a existência do inferno, se cada um resolver criar uma doutrina segundo suas cobiças o mundo ficará pequeno para conter as seitas decorrentes disso, e na verdade já está! Rigor e honestidade, pureza e abnegação, isso sim me fará enxergar a realidade impressa nas páginas santas das Escrituras Sagradas. Seja honesto consigo mesmo, você que hoje se acha preso a regras feitas pelas mãos dos homens, pense e reflita, se o que você aprendeu foi simplesmente lendo a bíblia, se foi Cristo quem lhe revelou a sua palavra pelo Espírito de Deus, ou se foi algo que te foi transmitido por simples tradição e costume! Leia a bíblia, busque nela somente as respostas, com um espírito de moderação e de obediência, e Deus pelo seu Espírito dará entendimento ao que procurar com sinceridade. “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mateus 22:29; “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” João 5:39; “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.” João 7:24; “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Atos 17:11; “E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador? Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.” I Pedro 4:18-19; “Ó SENHOR, Esperança de Israel! Todos aqueles que te deixam serão envergonhados; os que se apartam de ti serão escritos sobre o pó da terra; porque abandonam o SENHOR, a fonte das águas vivas.” Jeremias17:13;

 

O ICONOCLASTA



"Ó Virgem Mãe amorosa / Fonte de amor e de féDai-nos a benção bondosa / Senhora de Nazaré”
(Refrão do Hino "Vós sois o Lírio Mimoso", do Círio de Nazaré).
“Veritas odium parit” (“a verdade gera ódio”)









EIDOLA


Fiéis anualmente, prostram-se em prantos e perfilam-se em longas caminhadas peregrinas, expiatórias, comprimindo-se aos milhões de homens, mulheres, adolescentes e crianças, descalços, descamisados, famintos, sedentos... Dentre duas das maiores procissões religiosas do Mundo, a idolatrar e acompanhar, simplórios e contritos, imagens de escultura sobre berlindas, carregados por comissionados das Arquidioceses locais, sob a bandeira da cúria romana. Fenômenos suscitados por uma fé totêmica (idolatra) baseada nos cultos primitivos, estimulada pelos sacerdotes da Igreja Católica no Brasil e no mundo. Mega-eventos, em Belém-PA, chamado de Círio de Nazaré, e em Aparecida-SP denominado de Arraial da Aparecida. Na capital do Pará, o fenômeno é marcado pela existência esdrúxula (esquisita) e sacrificante da CORDA – um grosso pesado e gigantesco cabo trançado de fibra vegetal, objeto de torturante penitência, erguido à altura do peito, por milhares de peregrinos, contritos e fanáticos, que assumem o sacrifício como saga purgatória de promesseiros...
Tomaremos um rumo em nossa discussão, retratada nestas anotações críticas, para isso tracemos um paralelo entre a prática cristã apostólica e a atual representação oficial do cristianismo. Vejamos quais as intercessões entre elas, quais os pontos comuns, o que permanece como ponto de conservação dos paradigmas (fundamentos) de fé estabelecidos pelos discípulos e pelo próprio Cristo e a fé pregada pelo catolicismo romano.
Aí estão os argumentos. Quem quiser que tome sua posição. A Palavra da Redenção está ao alcance de todos. Basta confessar-se com os lábios e crer-se com o coração. A renúncia é o primeiro passo para o caminho seguro da libertação e da VERDADE.

SIMONIA
Vendilhões do Templo

Promoveram de forma suja e desleal a corrupção e a apostasia (afastamento da verdade)... Aproveitando-se da desinformação e ingenuidade popular, estabelecendo assim toda sorte de incoerências, movidos pela venalidade (pelo lucro fácil), pelo hedonismo (prazer próprio)... Entre as práticas reprováveis desta “religião”, destacam-se a venda das indulgências (perdão dos pecados mediante pagamento), dos cultos e dos sacramentos (batismos, casamentos, funerais, missas de sétimo dia...) cobrando sempre pelo serviço sacerdotal, contrariando assim a palavra do próprio Cristo que disse: “de graça recebestes, de graça daí...”, dessa maneira invalidam a Palavra de Deus por causa da tradição humana, como vemos se repetir de maneira mais absurda. Pois o culto à Divindade deu lugar ao culto das entranhas - ou seria da estranha? - pois, sob a forma de uma mãe gentil é que a corrupção tomou forma, a falácia fundamentou-se. A maldade se estabeleceu no seio da igreja romana, com o aval do Santo Clero (do papado). Qual seria o correspondente original e coerente do culto e da veneração dessa figura escultural? Em que parâmetro teológico haveria inspiração para tal liturgia? Seria nas suadas e aguerridas páginas do Pentateuco, ou nas Imaculadas letras do Evangelho? Como?!... Onde?!... Por quê?!... Em quê?...
É improvável que se consiga a resposta e a correspondência em qualquer linha das Escrituras Sagradas. Não seria possível fundamentar tal tese no Velho ou no Novo Testamento. No entanto, se recorrer a fontes um pouco mais pagãs, provavelmente poder-se-ia encontrar essa resposta nos cultos primitivos, no xamanismo (culto místico) dos povos orientais, das religiões gentílicas (não cristãs)...
Os Assírios, assim como os Fenícios e os Caldeus adoravam a milênios antes do cristianismo e cultuavam a Imagem de uma deusa chamada Astoreth ou Astarote, a qual se fazia representar pela imagem de uma singela mãe que segurava uma criancinha ao colo... Sugestivo não?? Essa divindade era tida como a mãe dos deuses, entre eles Belzebu e Baal-Peor, essa abominável figuar “divina” é chamada pelo homem de DEUS, Profeta Jeremias, pelo nome de “rainha dos céus” Jeremias 44:11-30, fonte de pecado para o povo de Israel, que em certo período se corrompeu seguindo essa divindade maligna, e isso foi motivo de causar ira ao DEUS ÚNICO TODO PODEROSO, ... Agora fica mais fácil, ter-se idéia de onde vem esses cultos, qual a fonte dessa vergonha, dessa incoerência, do maior contra-senso de toda história da humanidade.
O orgulho nacional dos hebreus, sua identidade genuína como povo, reside no monoteísmo. O cristianismo autêntico, da mesma forma, e o rigor monoteísta que o fundamenta, não permitiria sequer a concepção de qualquer imagem ou escultura de idolatria em seus ritos.
Veja-se o que Moisés escreve então, como profeta porta-voz pleno de Deus: “Não terás outros deuses diante de mim; não fará para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus ou em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas nem as servirás; pois, eu o Senhor teu Deus sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais aos filhos até a terceira e quarta gerações daqueles que me odeiam” - Êxodo 20: 3-5.
Se recorrer ao novo testamento como fonte, veja-se: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens - Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo como resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo.” Epístola de São Paulo a Timóteo: 2:5-6. Paulo, como bom judeu, permanece guardando-lhe as tradições e o culto moral. O próprio Jesus afirma que não veio a refutar a lei, mas a cumpri-la. Como negar tais assertivas, como ignorar os fundamentos da fé?
O perigo e a sedução da idolatria é tal que o Rei Ezequias viu-se obrigado a tomar uma atitude drástica e teve de ter coragem para despedaçar a Serpente de Bronze feita pelas mãos de Moisés por ordem do próprio Deus, sem o objetivo da idolatria, apenas como um simbolismo (Leia-se II Reis 18:4). Mas o povo judeu passou a adorar aquela imagem atribuindo-lhe divindade e até chamando-lhe Neustã. É muito mais natural e mundano crer-se no visível, no palpável, é a sedução dos sentidos, a militância do corpo e da Natureza humana contra a fé e o espírito. Esta necessidade inata de apegar-se ao aparente.
A Igreja ao unir-se com o Estado a partir do Imperador Clemente de Roma escapa da perseguição passa a trilhar por um caminho mais cômodo e largo tornando-se a religião oficial do Império e condenando à perseguição os não cristãos, numa inversão de papéis e de valores os pagãos de perseguidores passam a ser perseguidos. Conseqüentemente, é obvio que não querendo “remar contra a maré” os adeptos dos cultos politeístas forçosamente “convertem-se” ao cristianismo. Como tudo que é feito por obrigação não inspira a fidelidade, esses novos “fiéis” trazem consigo os rudimentos e as práticas dos seus cultos tradicionais, e aos poucos de forma quase imperceptível, introduzem suas mandingas e ritos no seio da igreja. De forma crônica promoveram o distanciamento do culto de seus fundamentos originais, estabeleceram a corrupção e a subversão da ortodoxia evangélica, de tudo o que é puro e espiritual no rito cristão.
O clero tem ciência de tal heresia e da abominação que representa o culto das imagens frente aos axiomas (fundamentos) do cristianismo ortodoxo (verdadeiro), e do contra-senso que representa tal prática insustentável diante de uma necessária fundamentação teológica apoiada nas Sagradas Escrituras. O motivo mais plausível (aceitável) para que os teólogos da Igreja Romana não tenham resolvido até ao dia de hoje aplicar os mandamentos Sagrados aos cultos Católicos é o LUCRO. O medo de perder os fiéis, de assumir que sustentaram tantas mentiras durante séculos, em que praticaram a prostituição cultual substituindo a adoração do Deus Vivo pela abominação da idolatria.
O mesmo sentimento que os motivou a perseguir, castigar, torturar e até queimar nas fogueiras da santa inquisição um sem número de homens e mulheres que em nome da honestidade ousaram opor-se às indulgências (venda do perdão prévio dos pecados), à Simonia (comércio de objetos sagrados), a idolatria, a tirania papal, e outras práticas semelhantes, contumazes (repetidas), que faziam (e ainda fazem...) parte do quotidiano do culto “cristão”. Homens como o lendário bispo Girolando Savanarola(1452-1498), que foi punido pela “santa igreja” com a morte, mais tarde sendo beatificado pelos próprios carrascos; outro foi o padre Jhon Huss que ao ser condenado à fogueira por pregar a verdade e combater a corrupção de Roma, proclamou uma poderosa profecia: “vocês podem matar o ganso, mas em um século, Deus levantará um cisne o qual vocês não poderão matar...” cento e cinco anos depois nasce o insurgente Martinho Lutero (1483-1546) o qual será o marco da reforma protestante, Phd em teologia o Padre Lutero irá promulgar as 95 teses contra as indulgências nas portas da Igreja de Wittenberg e selar assim o seu destino como maior “pedra no sapato” da igreja romana, e como o primeiro opositor que, apesar dos esforços empreendidos pelo Vaticano, não pôde ser eliminado pela santa inquisição. Depois do cisne outros reformadores se levantaram entre os mais notáveis está João Calvino que promoveu a reforma na Suíça e região. Homens puros e abnegados que cometeram o crime da rigorosa honestidade, de amar a verdade e a justiça, de se opor à tirania e maldade da orda-sacra que oprimia o povo em nome de Deus.
A palavra “ídolo” vem do grego “eidola” que significa literalmente imagem, aquilo que é visível, aquilo que afeta mediante a visão, o que é sensível. A essência do cristianismo reside na luta contra os sentidos, o culto ao Deus Invisível cristão, fundamenta-se na fé, que segundo define certo apóstolo: “a fé é a certeza das coisas que não se vêem o firme fundamento naquilo que se espera”. Então porque permanecer no erro e compactuar com a incoerência e com a falácia, dando as costas à razão?

UNO

Grécia Antiga, século V a.C, certo pensador e filósofo revoluciona a lógica do imaginário estabelecido lançando determinada sentença: “...uma Mente é a coordenadora de tudo...”. Anaxágoras é então acusado de impiedade pelos gregos e condenado à morte por afirmar que o sol seria apenas uma “pedra incandescente”, que a “lua é um simples pedaço de terra”. Foi o pioneiro em afirmar que “a lua não é uma estrela” (não tem luz própria), seria simplesmente um satélite que reflete a luz do sol, e pregava a “existência de um Deus único”. Anaxágoras, por tais “heresias”, é obrigado a fugir da cadeia para salvar a própria vida, pois pregava o Uno como fonte de tudo.
Antigo Egito – Séc. XIV (a.C), Dinastia XVIII - surge um faraó chamado Amenófis IV, que introduz o culto a um Deus Único, e muda seu nome para Akhenaton (1353-1335 a.C). Causa terror entre os sacerdotes que temem o fim dos cultos politeístas e por conseqüência o fim de seus privilégios teocráticos.
O novo faraó ordena a construção de templos em honra ao Deus único, proíbe o culto de outros deuses e constrói uma nova capital Tell el-Amarna em homenagem ao Deus Uno. É o período de maior prosperidade do império egípcio.
Na região da Mesopotâmia (atual Iraque), por volta do séc. XX a.C, um velho e tradicional pastor de ovelhas causa perplexidade e desapontamento entre seus familiares, ao resolver mudar-se de sua região, sem explicação. Deixa sua parentela, sua terra, sua religião politeísta, seus bens materiais e culturais, em busca de uma nova terra desconhecida e sob as ordens de um novo Deus Uno e desconhecido. Inicia-se a saga mais surpreendente e notável de todos os tempos. A peregrinação de Abrão (primitivo nome de Abraão) que culmina com a formação de um povo chamado Hebreu considerado por muitos como o povo de maior influência sobre a história da humanidade, sobrepujando mesmo os gregos e sua Filosofia.
O que há de ordinário, de comum, entre estas personagens da história, o que faz ligação misteriosamente entre todos, e secretamente os une, une de forma surpreendente realidades, culturas, períodos tão diferentes. Como a crença no Uno foi capaz de selecionar certas figuras e evidenciá-las em suas comunidades, e mais, na história mundial como um todo, de um simples pastor até um imperador e um filósofo. Todos têm suas vidas mudadas a partir da crença em um Deus Único.
Mas o que poderia explicar a estranheza causada pelo Simples, pelo Uno, seria tão absurdo e irracional crê-se em uma Dedução Transcendental do Mundo (na criação a partir de um Deus Uno), o próprio Sócrates irá suscitar o tema ao supor a existência (via Platão) do Bem supremo como unidade final do Mundo, note-se que Sócrates foi condenado à morte por envenenamento, esta é uma discussão mui antiga que não chega, e ao que parece, está longe de chegar, a ser consenso, no entanto, segue como sendo talvez o tema mais espetacular e intrigante da metafísica (Teologia), com implicações nos demais universos pertencentes às atividades humanas no Mundo. Seja na política, religião, filosofia... Sempre é possível vislumbrar as influências desta temática, mesmo que se deseje ignorá-la ou transferi-la pra um segundo plano.
Contudo, vamos nos ater a um lado mais particular do tema e tentar nos utilizar de certo rigor para discorrermos com o máximo de verdade e identidade entre os fatos e a fonte. Acreditando que uma interpretação razoável da véritas seria “a correspondência entre o objeto e a sentença pronunciada a respeito do mesmo” sobre o enunciado deve pairar a sombra protetora da Coerência.

CEFAS

O fundamento da fé judaica é sem duvida o ponto chave da questão, toda a lógica baseada no Uno deve partir deste ponto em comum, pois é o mais antigo de que se tem relato e sem dúvida o mais original. A partir de Abraão, que sem qualquer experiência prévia ou tradição que pudesse fundamentar sua tese do Único Deus, ele abraça com obstinação sua nova empresa e parte rumo ao desconhecido, ao novo. Revestido de uma coragem ímpar, dá origem ao povo hebreu e a linha da história passa a ser tecida sob uma nova ótica, outra figura irá, posteriormente, tomar parte essencial na construção dessa intrigante civilização.
Como um povo seminômade do oriente pode ter tido tão grande influência, a ponto de nortear os rumos da história? Talvez os filhos de Amon-Rá possam nos dar uma ajuda, pois foram eles os principais coadjuvantes da trama espetacular do êxodo hebreu, evento que sela os fundamentos da fé judaica e da lei. Pois a partir do êxodo hebreu este povo não pôde mais existir de forma independente do culto, daí em diante por intermédio do sumo legislador Moisés, não há diferença entre pátria e religião, não há Israel sem o judaísmo.
Como relata a história da Páscoa, o império egípcio foi afligido por dez flagelos que forçaram o Faraó a permitir a saída dos hebreus do Egito, onde até então viviam como escravos. Moisés como personagem principal assume a função não só de Líder libertador e profeta do povo, mas de legislador e guia em sua longa peregrinação pelo deserto. O símbolo do judaísmo, sua bandeira, será a fé em um só Deus, algo de diferente e chocante para as outras civilizações da época. De fato esta postura irá funcionar como uma espécie de membrana que colaborará para a separação dentre os demais povos, o simples fato de se optar pela crença em um único Deus. Fará com que estes judeus se tornem sui generis (diferentes, originais) entre os outros habitantes da Terra.
De fato toda a lei de Moisés irá girar em torno da fé no Uno, terá nesta proposta sua síntese, seu todo. De fato o judaísmo é a tradução mais fiel e digna do culto unicista. Vale dizer, é a própria encarnação do tema, não há como falar nos judeus sem que se pense na questão do Monoteísmo.
A prática monoteísta será o estigma, a marca, que este povo carregará através dos desertos e dos séculos. Toda a sua organização social e política, e é claro, também a religiosa, partirá deste ponto comum. Culminando com a “plenitude dos tempos” em que num processo de redenção chega ao topo de sua trilha, a Palavra dada aos Patriarcas é finalmente contemplada de forma simples na pessoa do Messias judeu.
Essa é a figura mor de toda a sina judaica, em mais um capítulo intrigante desta impressionante saga, um simples filho de carpinteiro, nascido em Belém da Judéia e criado em uma região de pouco prestígio da Galiléia, em Israel, surge sem dúvida a maior personagem não só do panorama semítico como de toda história universal em todos os tempos. Na verdade não há e jamais haverá outro indivíduo que se compare a envergadura do Cristo Nazareno.
Anunciado o Evangelho do Reino de Deus, prega uma mensagem simples e acessível ao povo, radicalizando a fé judaica nos fundamentos do Amor a DEUS e ao Próximo, do Juízo e da Redenção..
Seu mais notável feito é sem dúvida a transformação por ele empreendida na reforma do judaísmo.
Com o próprio sangue vertido numa cruz, implanta a era da Graça em contraponto à era da Lei. Destacam-se três aspectos importantes: A adoção, a expansão da promessa e o Reino Eterno.
Com certeza, o judaísmo tem em Jesus seu Axioma, sua pedra fundamental, o Ungido esperado e anunciado, desde os primórdios da fé, como Novo Testamento. É agora manifesto a todo olho, de maneira surpreendentemente, humana, acessível, necessária... O Emanuel. O Deus conosco.

O LEGADO

Como na Alegoria da Caverna de Platão, o Iluminado é incompreendido e renegado, por trazer a Luz ofuscante e incômoda da Verdade constrangedora, o que causa aversão aos acomodados habitantes das sombras da ignorância espiritual. O Atalaia de Jeová sofre o mesmo fatídico destino de qualquer Iconoclasta (destruidor de ídolos), condenado por dizer a verdade com a máxima e eliminatória pena. No entanto ao contrário daqueles, este não se pôde conter nem cercear a trajetória pelos horrorosos tentáculos funéreos. Segundo dizem as testemunhas, nem a morte pôde conter a voz da Razão em Vida. Pois uma vez trucidado pelos que tinham coceiras nos ouvidos, e não suportavam ouvir a verdade, foi encerrado na recamara lúgubre, trancado com uma enorme pedra em seu túmulo após o massacre na Cruz, no entanto, ressurge ao terceiro dia luminoso e resplandecente como o sol ao meio-dia. Cumpre, assim, coroado de êxito e glórias, a sua Comissão Divina predita nas profecias do Velho Testamento.
A partir de então, ressurge um novo culto do Uno. O Monoteísmo passa a trilhar por uma senda muito mais cognoscível, por um caminho mais simples e acessível, assume um aspecto sobremodo abrangente, em que a adoração do Deus Único assume um caráter pessoal e desvinculado dos ritos cerimoniais e legalistas da Velha Aliança judaica. O Deus de Israel passa a ser o Deus de toda Terra. Está inaugurado o Cristianismo e a era da Graça.
O universo cristão é reconhecido, como a excepcional e mais influente religião do Mundo contemporâneo.
Mas o que haveria de comum entre a atual Igreja e o culto primitivo do cristianismo? Será que os fundamentos preservados e defendidos por vários séculos com sangue, suor e lágrimas, pela espada e pela dura lei mosaica do “olho por olho, dente por dente” e da Fé Cristã conquistada mediante o derramamento de sangue inocente (vergonhosa barbárie Romana, executada por Nero e outros) ainda tem validade? Os aforismos (fundamentos) da fé judaica monoteísta e iconoclástica teriam sido preservados pela Romana representação do cristianismo coevo (moderno)?
Haveria ainda correspondência entre o objeto e o enunciado? A verdade da fé hebraica há tanto admirada e defendida, como a própria vida, ainda teria alguma correspondência com a atual representação oficial do cristianismo?
Como o culto que representava a essência do unicismo, da fé em um Deus único, pode converter-se em uma babel de deuses e ídolos humanóides que em formas sorrateiras e ardilosas corromperam toda originalidade do rito e do culto cristão e comprometem a identidade radical da fé judaico-cristã?
Se observarmos com atenção, chegaremos à conclusão de que a OFICIAL IGREJA distanciou-se sobremaneira das tradições e do culto original. Estabeleceu-se uma nova ordem, um novo culto, uma modalidade efetivamente diversa daquela, uma nova religião. O que teria promovido tal metamorfose sistêmica, que causa poderia ter comprometido e reestruturado o mecanismo, redirecionando-o para o lugar de onde fugiu o patriarca Abraão? Como os rudimentos do politeísmo puderam apropriar-se de seu mais feroz rival? Como a Igreja Católica foi capaz de induzir e guiar o cristianismo para a fonte amarga da idolatria da qual ele havia se libertado desde o Pai Abraão?
A luta do ex-carrasco anticristo Saulo de Tarso, que “nasce de novo” como o contrito e sábio Apóstolo Paulo, assumindo o caráter evangélico, contra a idolatria e os cultos gentílicos, parece ter sido vã se considerarmos os moldes do culto oficial como representação autêntica da causa cristã.
Como diria Aristóteles: “Eu gosto de Platão, mas sou mais amigo da verdade do que amigo do Platonismo...”
O amor à verdade é o que deve nos nortear. A pureza reside na luz, e o conhecimento é o libertador da alma.
É preciso tapar o sol com a peneira para não enxergar a Verdade suma de que não se pode agradar ao mesmo tempo o Uno Deus e os ídolos, ou como dizia São Paulo “não podeis beber o cálice do Senhor e do cálice dos demônios” - São Paulo aos Coríntios I, 10:14-21. Leia e medite.
Tomar uma posição é difícil, principalmente quando se envolvem tradições tão antigas. Mas pense que você não é o primeiro, faça como os heróis da fé que para poder encontrar-se com a Verdade trilharam o árduo, porém seguro, caminho da RUNÚNCIA.

METAMORPHOSES


Para que se possa ter o espírito de Cristo é preciso seguir-se seus passos, os passos de um verdadeiro ICONOCLASTA, de um destruidor de ídolos, de imagens, dos ídolos e das imagens do engano e da venalidade das religiões e das igrejas que têm praticado a piedade como fonte de lucro. Despedaçar a ilusão e o engano tornar-se incomodo e inconformado com as incoerências e as impiedades dos homens... Mas não fique aflito, pois nem todos podem compreender estas coisas, nem todos foram escolhidos para esta jornada, poucos podem aceitar e viver esta Verdade. Como disse Jesus: “... muitos são chamados, porém poucos são os escolhidos...” e mais: “... quem é de Deus ouve as palavras de Deus, mas quem não é de Deus não dá ouvidos à sua Palavra...” por isso se você é de Deus certamente que os argumentos aqui apresentados, mesmo de forma incompleta e insuficiente irão te causar algum incômodo, te fazer pensar no assunto com mais visão crítica, do contrário serão pérolas aos porcos. De qualquer forma a Verdade do Evangelho subsiste independente de mim ou de você, pois disse o Senhor Jesus Cristo: “... Passaram os céus e Terra, mas as minhas Palavras jamais passaram...” e quem deve dobrar-se é o homem a Deus e ñ o inverso, há uma lei irrevogável que diz: Tudo que o homem semear isso também ceifará. Colheremos tudo o que plantarmos em vida, pois aos homens está ordenado morrer uma só vez, depois disso segue-se o juízo... Então pense bem e tome a decisão mais acertada, pois o mundo passa e suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre... A eternidade nos aguarda, para gozo ou sofrimento eterno, a nós cabe a decisão de sermos amigos ou inimigos de Deus e da Verdade. Que o Deus de Paz nos ilumine para que tomemos a decisão correta ao lado de Justiça e da Luz, Amém!“À VERDADE não cabem contingências, ela não está sujeita a juízo, ela É.”


 

ADORADORES EXTRAVAGANTES

ADORADORES EXTRAVAGANTES




“Mas vem à hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, pois o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24; Nos últimos anos tem-se observado o crescimento das denominações ditas evangélicas, e acompanhando esse crescimento, e essa expansão, os chamados “ministérios de louvor” obtiveram um destaque impressionante a ponto de, em não raros casos, chegar a tornar-se um trabalho independente, autônomo em relação as suas respectivas igrejas. Diversos desses “grupos de levitas”, “uma nova geração de adoradores”, levados pelo sucesso, trilharam a senda de uma denominação à parte, e assumiram um caráter de comunidades. Mas o que há de tão fenomenal nesse movimento dos últimos tempos? O que motivou essa notoriedade, esse carisma, a ponto de, em alguns casos, ter-se cantores gospel nacionais, indicados ao Gremmy Latino. Bem, alguns pontos devem ser considerados nessa análise critica desses movimentos, gostaria de destacar como propulsor, ou melhor, como fato preponderante uma postura intrínseca que, ao que parece, norteou essa alavancada, e tornou possível que se chegasse ao patamar de hoje essa chamada indústria de gospel music: - A adaptação à sociedade de consumo . Ao que parece a maioria desses movimentos musicais, que talvez tenha começado com boas intenções, passou a trilhar o caminho do capitalismo, adotando táticas e estratégias de marketing voltadas ao comércio e, consequentemente ao lucro, lucro esse que nos dias atuais chega a cifras astronômicas. “Ninguém pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom (riquezas).” Mateus 6:24; Cobram-se cachês absurdos, para que se possa ter um grupo de peso em sua cidade, uma igreja tem de desembolsar algumas dezenas de milhares de reais, isso mesmo, cobra-se para exercer o ministério de adoração, de louvor a Deus. Alguns obtiveram um “status” de astros e estrelas, esses “ídolos”, têm arrastado uma verdadeira multidão após si, principalmente de jovens e adolescentes, e não somente, mas muitos crentes têm seguido a multidão dos fãs, “verdadeiros adoradores de adoradores”, de forma talvez inconsciente, a idolatria tem sido promovida por este movimento. Três fatores destacam-se na dinâmica da indústria fônica gospel: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé...” ITimóteo 6:10; 1) A lei da oferta e da demanda: Entre as principais armas da indústria do “louvor” está a tática de obedecer a este princípio, oferecer ao público, ou ao consumidor, melhor dizendo, o que eles querem ouvir, seguindo a regra de que o cliente tem sempre razão (Adam Smith ficaria orgulhoso de ver isso), dessa maneira essa indústria, ou ministérios, ou comunidades evangélicas de louvor (fica difícil até diferenciar, se é que há como faze-lo) vêm se mantendo no topo das paradas. De sorte que, todos os tipos de afeições musicais, podem ser satisfeitas hoje em dia pelos cantores gospel, todos os estilos, todos os diletantismos, todas as “tribos” podem achar correspondência nas casas de produtos evangélicos. O rockeiro, o metaleiro, o adepto do axé, do forró, do samba, pagode, funk, rip-rop, new age... “... a amizade com o mundo é inimizade para com Deus...” Tiago 4:4; A lista é longa, todos satisfeitos, menos o Principal interessado, isso mesmo, Interessado, pois diz a Escritura: “... o Pai procura a tais que assim o adorem...” Então o Senhor Deus procura, busca, deseja... adoradores que o adorem em espírito e em verdade, não com interesses próprios, escusos, venais...; 2) Performance na mass midia (mídia de massas): “Mas temo que assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.”IICoríntios 11:3; Corroborando para o que se falou acima o complemento que os “levitas” tem difundido são as performances cada vez mais amoldadas ao padrão secular, cada vez mais profanas (comuns), buscando sempre um reconhecimento maior, uma aceitação mais ampla, mais sucesso, mais público, mais grana, mais, mais... “A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá...” Provérbios 30:15; Chegou ao ponto de se utilizar como suporte a mesma empresa prestadora de serviços que realiza um show do grupo “é o tcham” (até montagens musicais do grupo Roupa Nova em algumas produções), para realizar um culto de “adoração” e quando digo isso, falo não só dos equipamentos, como também muito comumente dos tocadores, instrumentistas e até vocal de apoio. Até mágicos e ilusionistas são utilizados, como exemplo disso o grupo unicista (crença na inexistência da trindade) Voz da Verdade, em certo show (dvd “Somos mais do que vencedores”), tem a participação de um encantador, tudo para causar mais impacto, mais emoção...; 3) Apelo emocionalista: “Portanto, rogo-vos irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis vossos corpos como sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”Romanos 12:1; Para isso lança-se mão de artifícios pirotécnicos, nos moldes dos shows seculares, seguindo os padrões da “musa” (Comum nome dado carinhosamente à entidade inspiradora do theatro grego), ou seja, da mídia de massas. Essa cultura de massa foi duramente combatida pelos grandes teóricos das sociedades ocidentais, entre os quais, Sócrates, Platão e Aristóteles que julgavam o apelo emocional uma péssima escolha para se lidar com o povo, pois o teatro em sua comédia e tragédia despertava “sentimentos” artificiais, fazendo um homem chorar ou rir sem motivo, ou seja, sem um correspondente na realidade, envolvendo a platéia em um clima de simpatia, numa identificação com as personagens, suas mazelas e peripécias, o espectador vira herói, vilão... comove-se, assume e desperta estados de humor de forma induzida, não-natural, não-espontânea... Do ponto de vista bíblico, que é o que nos interessa o que se poderia achar, por exemplo, da música: “Desesperado” do grupo Ministério Amigo Íntimo, no cd “Amigo Íntimo”, diz a letra: “Estou desesperado, estou desesperado, estou desesperado...” começa a música num clima eufórico, em um padrão que lembra os mantras hinduístas (Mantra do sânscrito Man mente e Tra alavanca, é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hiduísmo, porém são utilizados também no budismo e jaínismo. Mantra Mantra, no hinduísmo, repetição de frase ou oração mágica. Em sua acepção original o termo significava um hino védico) e continua, “Desesperado e apaixonado, eu não consigo controlar esse amor...” e mais,” te quero, quanto mais eu penso em ti... te espero como a noiva no altar, quero me entregar...declarar todo meu amor que sinto por ti...” Vejamos com calma apenas algumas expressões utilizadas nessa música, as quais tomei a liberdade de grifar: A) “Desesperado e apaixonado, eu não consigo controlar esse amor...” “ Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificam a carne com suas paixões e concupiscências.” Gálatas 5:22-23; No trecho em que se afirma “Desesperado e apaixonado...” é totalmente negada a eficácia do Espírito de Deus, de Seu fruto na vida no nascido de novo, do crente em Jesus, é negada a obra de Deus que nos libertou do julgo do pecado, da carne, quem está desesperado é aquele que perdeu o controle de si, perdeu as esperanças, tornou-se insano. Do mesmo modo aquele que se acha apaixonado por Cristo denota sua índole efêmera, sua conduta carnal, emocional, não-racional, a exemplo daquelas sementes que caíram entre as pedras, na parábola do semeador (Mateus 13:1-23), da mesma forma que aquelas sementes germinaram com rapidez, no entanto logo se secaram, pois não havia raiz para sustentá-las, receberam a palavra com alegria (emoção), mas em vindo a perseguição por causa da palavra logo se escandalizaram, pois em tais não há raiz, não há um alicerce firme que os possa sustentar, não há uma relação racional com ao Evangelho da Graça de Deus; B) amor que sinto por ti...” No segundo trecho vê-se claramente uma falta de conhecimento quanto ao sentido real da palavra amor, ao que parece no imaginário da maioria das pessoas essa palavra está ligada às sensações, mas se recorrermos ao original sentido, teremos uma surpresa ao descobrir que se trata de uma índole, de uma intenção que se traduz em uma conduta, e não de um sentimento. Ágape, ou amor, se traduz corretamente por caridade, esse sim é o sentido real da expressão, caridade, uma postura, uma forma de agir, o amor no sentido bíblico do NT é a maneira como devo me portar em relação a Deus e ao próximo, amor é o fruto do Espírito de Deus que se traduz em uma conduta cristã, separada da sensualidade, da sensibilidade do corpo, nada a ver com a carne, o fruto de Deus é racional, dá-se no espírito do homem e não em seu corpo, de outro modo desfaleceríamos facilmente na fé, pois os sentimentos são de pouca duração, ora estamos zangados, ora tranqüilos, ora tristes e logo mais alegres, os sentimentos vem e vão com facilidade, mas o amor racional, que é um mandamento de Cristo, pois disse o Senhor “...um novo mandamento vos dou...” se fosse mero sentimento, não poderia ser um mandamento, pois os sentimentos são contingentes, acidentais, subjetivos... Portanto não se pode fazer uma lei baseada em contingências, em subjetividades, do contraria não seria lei, não há regra nos acidentes, não pode ser mandamento se for sentimento. Não se sente à caridade, pratica-se! O amor deve ser praticado e não sentido, “Isto vos ordeno: Amai-vos uns aos outros.” João 15:17; Disse Cristo, espiritualmente se toma essa decisão e não carnalmente, não sentimentalmente. Fique claro também, que o amor, no sentido cristão, é algo exclusivo dos santos, é um fruto do Espírito: “Ora a esperança não trás confusão, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5; Ora, esse dom que me é dado por Deus, vem do alto, ao converter-se à Cristo o homem recebe um novo espírito, um novo caráter, recebe a mente de Cristo, acompanhando essa nova natureza, como parte integrante dela, está este fruto, esse amor está naturalmente presente na vida do salvo, do redimido em Cristo, ele é não fingido, é espontâneo, incompreensível para os incrédulos, ilógico, do ponto de vista dos homens naturais “...ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra...” ou, “Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”(pedido de indulgência aos seus algoses); “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”; A conduta do amor dado por Deus é estranha à dinâmica das relações sociais humanas em geral. “Já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.” II Coríntios 3:3; Note a diferença entre as alianças, em que na primeira, as leis foram escritas em tábuas de pedra, as ordenanças eram impostas, de forma exterior, o trato era fora do homem; na nova aliança pelo sangue do Cordeiro, os mandamentos de Deus, estão escritos no interior do salvo, pelo Espírito Santo, nas tábuas de carne do coração. Entretanto, amados, não vimos aqui para simplesmente acusar co-irmãos de estarem na prática do erro. Ao contrário esperamos estar servindo de algum modo para edificação, não discuto as intenções dos que fazem uso de tais práticas, no entanto destaco que Uzá ao estender a mão para segurar a Arca de Deus tinha boas intenções, porém não foi aceito seu ato diante do Senhor que irrompeu contra ele (I crônicas 13:9). Ou como no caso de Nadab e Abiú que ofereceram fogo estranho diante do Senhor Jeová, suas intenções não foi o suficiente para justificá-los, pois disse o Senhor: “é melhor obedecer do que sacrificar” ou “ misericórdia quero e não holocaustos”... A paixão, pathós do grego, que quer dizer ser afetado mediante a sensibilidade, um estado emocional que, do ponto de vista bíblico, é sempre combatido como sendo algo maléfico, um sentimento reprovável, carnal, como um baixo instinto humano, oposto ao espírito, contrário ao amor. Muito semelhante em modo e qualidade eram os cultos catárticos gregos e também comumente em outras manifestações religiosas pagãs, em que o estado de consciência é induzido a uma alteração, um sentimento de êxtase, chegando às vezes a um estado de entusiasmo (do Gr. enthousiasmós, inspiração “divina” comum nos rituais pagãos sagrados, s. m., excitação da alma, quando admira excessivamente;exaltação das faculdades da alma que torna sublimes os escritores, os oradores e os artistas; possessão, “algo semelhante as psicografias ou atuações dos médiuns”). Não que Deus não possa manifestar-se de forma sobrenatural, pois vemos, em Atos 10:10 “... sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos...” Pedro desfaleceu, ao ter uma revelação de Deus, e outros casos semelhantes, como Daniel ao ver o Anjo da parte de Deus, nem pode conter-se de pé (Daniel 10:8-9), Ezequiel ao ter a visão dos seres adoráveis, ficou atônito por muitos dias ( Ezequiel 2:14-15), mas note-se nestes exemplos, que em nenhum caso, a revelação divina, foi precedida por qualquer ritual de indução emotiva, por quaisquer meios de ordem emocionalista, que pudessem alterar seus estados de percepção ou de consciência. A manifestação do Deus único e Verdadeiro, não necessita de artifícios humanos, carnais, psicológicos ou qualquer outro... Não é necessário, ou se quer possível, induzir-se a “presença de Deus”, forçar as manifestações de Seu Espírito! A emoção é uma simples conseqüência da presença de Deus, e não a sua causa! Devemos fugir dessas práticas, que de forma extravagante, esquisita, esdrúxula e desconexa com a Natureza do Criador, tentam produzir um “ambiente de adoração”, uma atmosfera de “louvor”, de maneira artificial, baseada em um culto das emoções, tudo contrário ao culto racional, simples, reverente, requerido pelo Deus verdadeiro, pois disse Jesus: “Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” Mateus 18:20; Mais simples do que se imagina, sem complicados rituais, sem cerimônias, com simplicidade, essa é a promessa; O homem de Deus Elias, na saída da caverna, talvez, esperasse a manifestação de Deus em meio ao vendaval, no terremoto, ou na saraiva, entretanto, a voz divina surgiu mansa e delicada, como uma suave brisa... (I Reis 19:11-12)... É mister adorar a Deus em espírito e em verdade, com a razão e com honestidade.
“Persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro eu agradar a homens? Se tivesse ainda agradando a homens, não seria servo de Cristo.” Gálatas 1:10;

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Maio 2006  

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